quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Recuso-me a sofrer,
Mais do que já sofri,
E sofri por tudo
Tantas vezes...
Recuso-me a chorar,
Mais do que já chorei,
E chorei sempre que sofri,
E sofri por tudo,
Tantas vezes...
Recuso-me a cair

Mais do que já caí,
E caí, quando chorei,
E chorei sempre que sofri,
E sofri por tudo,

Tantas vezes...
Recuso-me a matar-me,
Mais do que já me matei,
E matei-me todas as vezes que caí,
E caí, quando chorei,
E chorei sempre que sofri,
E sofri por tudo,

Tantas vezes...
Recuso-me a esvanecer,
Mais do que já esvaneci,
E esvaneci nas alturas em que me matei,
E matei-me todas as vezes que caí,
E caí, quando chorei,
E chorei sempre que sofri,
E sofri por tudo,

Tantas vezes...
Mas não sofro mais, agora amo.
E não choro mais, sorrio.
E não caio mais, agarro-me.
E não morro mais, vivo.
E não esvaneço mais, sou amada.
E não... não sou a mesma!
Recuso-me a sê-lo.
Mudei ...
Perdi muito..., mas muito ganhei.
Abdiquei de tanto..., e tanto recebi.
E não me esqueço do que fui
Mas não me quero lembrar,
E não desistirei nunca
Mas tenho medo de tentar,
E não deixo de querer
Apenas se dispersa a esperança que me resta
A que mantêm viva o sorriso que vês
O amor que sinto... por todos,
A felicidade que me escapa pelos dedos,
E que a todo o custo tento agarrar.

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