quinta-feira, 22 de novembro de 2007

knock, knock

Ouve-me bater-te ao espelho.
Aproxima-te e escuta as saudades que sussurram por ti. Percorre com os teus dedos a silhueta do meu reflexo e faz-me sorrir. Quero partilhar contigo o velho amor que deixei para trás de uma forma egoísta, o amigo que perdi por isso, os conhecidos que nunca realmente conheci. Acabava por te falar da faculdade, dos trabalhos, das aulas, das frequências… Nos entretantos, contar-te-ia da nova amizade, das cores que ela assume, do calor que traz para os meus dias de Inverno, dos sorrisos que me arranca sem mais nem menos, das frustrações tolas que me assolam por isso. Quero que saibas. Quero que estejas presente. Quero que continues a ser o “eu” do outro lado do espelho…
E tu? Por onde andas, princesa mágica que partilha a minha alma? Para onde olhas tu, com esse teu olhar doce e suave? Sob quem incide o calor da tua luz?
Penso em ti constantemente, porque entre nós não existe tempo. Vejo-te sempre comigo, porque o espaço nunca nos separará.
Fico à espera que voltes, sentada no parapeito da janela, olhando lá para fora. Fico à espera mesmo sabendo que nunca me deixaste. Mas espero. Espero pelas notícias, pelas histórias, pelas memórias, pelas experiências únicas, pelas fotos, pelos post’s no blog… Espero por ti, nova…renovada. Espero por ti, velha…conhecida. Espero por ti, Princesa…Dana…Única!


(aproximo-me do espelho e, com todo o meu carinho, despeço-me com um beijo)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

the new joy in my life


I love you Xiku (aka: Muana Suru)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Diz-me...

Não te escondas atrás do silêncio, fácil e com travo a mel.

Expõe-te... (só eu estou aqui para te ouvir)

Vá... Diz-me.

Usa palavras para expressares o que sentes por mim...

Relembra-me a pessoa que sou... a que conheceste... a que te seduziu.

domingo, 4 de novembro de 2007

Odeio-te.

Odeio-te porque me fazes sorrir sempre que estou chateada contigo.
Odeio-te porque me tratas demasiado bem sem pedir nada em troca.
Odeio-te porque não sabes o que queres de mim mas não me largas.
Odeio-te porque não sou capaz de terminar a noite quando estamos juntos.
Odeio-te porque é demasiado fácil e bom ficar a falar contigo horas a fio.
Odeio-te porque nunca partilhas comigo o que sentes ou pensas.
Odeio-te porque nunca sei se me devo afastar ou aproximar de ti.
Odeio-te porque nunca te chateias comigo, nem mesmo quando te provoco.
Odeio-te porque pareces precisar sempre do meu consentimento para tudo.
Odeio-te porque me levas para onde não sabemos querer ir.
Odeio-te porque cumpres todas as promessas que me fazes.
Odeio-te porque me queres muito mais do que aquilo que fazes crer.
Odeio-te porque tens um abraço tão bom que custa largar.
Odeio-te porque quando estou contigo deixa de haver um mundo lá fora.
Odeio-te porque consegues ser mais irritante que um miúdo de seis anos.
Odeio-te porque tudo contigo é demasiado natural e não nos obriga a pensar.
Odeio-te porque contigo as músicas descrevem sempre o que não dizemos.
Odeio-te porque nunca mostras ter ciúmes de nada nem ninguém.
Odeio-te porque nunca me dizes o quanto gostas de mim.
Odeio-te porque não quero mais gostar de ti.
Odeio-te. Odeio-te. Odeio-te.
Odeio-te porque não sei ter por ti mais nenhum sentimento tão grande, tão forte, tão intenso.
Odeio-te porque me fazes querer mais do que o que me dás.
Odeio-te porque me fazes temer o dia em que perca o tratamento especial que só tu sabes dar.
Odeio-te porque... olha, porque odeio, porque sim.
Odeio-te...
Odeio-te e tu sabes o quanto!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

...confusões...

Eu não sei onde começam as palavras que não dizemos. Deixamos o momento morrer no silêncio. Fechamos os olhos e erguemos o muro que nos protege. Fechamos os olhos para não lembrar que a noite se aproxima. Não queremos admitir o adeus que nos irá separar. Escondemo-nos dele na escuridão que se aproxima sorrateiramente. Mas ao separarmo-nos fica no banco de jardim a saudade, a tristeza, a falta. No céu surgem as estrelas. Só elas sabem que choro. Só elas sabem o quanto me dói a incerteza do amanhã. Só elas conhecem a marca deixada em mim pelo passado negro como esta noite ausente de luar. Ao fechar os olhos vejo-te a sorrires para mim e sorrio também. Encho os pulmões de esperança numa certeza que não existe. Concentro-me numa felicidade virtual que não é bem minha. E na solidão da alma, no silêncio da noite vouço mil e uma vozes. Ouço-me em milhares e milhares de pensamentos. Ouço-me em milhares e milhares de convicções auto-impostas. Ouço tudo o que quero ouvir, misturado com tudo o que não quero. São mil e uma vozes, mas são todas minhas. São mil e um eus dentro de mim a demarcar a sua posição relativa. Quero libertar o grito que as cala mas não sou capaz. Também a minha voz está presa cá dentro. Aos poucos abro os olhos e habituo-os à luz da lua que, momentaneamente, me quer cegar. Vermelhos da tristeza, negros do resto da maquiagem, verdes e castanhos do corpo e alma, é assim que os meu olhos se mostram de novo ao mundo. Aos poucos eles vão acordando para uma nova realidade criada a partir da velha. Aos poucos as vozes vão cantando em uníssono. Aos pouco vou acordando de um pesadelo. Vou saindo do meu buraco onde não sou nada, onde tudo em mim é incompleto sem os outros. Vou saindo para a luz que cobre esta noite sombria onde existo sem ti. Às vezes pergunto-me se existo apenas no escuro da noite onde me pareço esconder quando me sinto só. Às vezes acredito que sim... Mas quando me cobre a luz branca e pura de uma certeza inabalável sei que não. Sei que é por mim que te apaixonarás quando te souber dizer amor. Sei que sob o meu sorriso e simpatia ficarás hipnotizado horas a fim. Sei que sou deusa da noite e do escuro, da lua e das estrelas, de ti. Então, face a face, olhando-te nos olhos, perco as certezas. Contigo perco as palavras para tudo e nada. Só sinto aquele fio de seda prateado que nos une e nos puxa um para o outro. As vozes voltam para dentro de mim, trazendo consigo as peguntas, as duvidas, as inquietações. Fecho os olhos para não te ver mais. Espero que toda a confusão desapareça. Fica o medo que a sensação boa do fio de seda prateado desapareça também. Mantenho os olhos fechados. Fico a ouvir as vozes. Sinto a tua respiração em mim. Sinto o calor e suor que emanam do teu corpo cansado do sexo que fazemos sem definições nem porquês. Sinto o teu coração bater chamando por mim, querendo mais do que aquilo que me pedes. Sinto-te em mim. Tento fazer com que isso preencha os meus vazios. Sinto-te como senti tantos tantas outras vezes. Mas tu também me sentes e envolvida no teu abraço deixo-me levar para onde não sei querer ir. Tu sentes mais que o meu corpo embrulhado no teu. Tu abres os teus olhos e, mesmo sem me compreenderes (bicho estranho de outro sexo e mundo), vês-me. Ficamos abraçados no escuro da noite, sabendo que o prazo de validade já terminou. Ficamos presos um ao outro quando tudo o que resta são as estrelas como companhia (só elas nos sabem ver juntos). Eu fecho os olhos. Tu fechas ou teus. O ar enche-se de vozes. As minhas e as tuas misturam-se no silêncio dos lábios molhados dos beijos carregados de desejo. Olho-te nos olhos e questiono-te sem questões. Elas já nos bombardeiam através das vozes. Mas tu respondes.“Não fiques confusa, pois todas essas vozes serão apenas os teus desejos a acordarem para uma noite sombria coberta pela mais pura luz!” Sorrio-te porque não te compreendo mas (re)conheço-te.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

grão de areia

Um grão de areia.
Apenas uma grão de areia.
Hoje é o que sou.
Só e apenas um grão de areia.
Um grão de areia na tua praia.
Um entre milhares de grãos de areia.
Não me sinto especial.
Não me sinto distinta.
Estou só.
Apenas só.
Só um grão de areia.
Mas estou aqui.
Estou aqui, na tua praia.
Estou aqui à espera do teu toque molhado.
Estou à espera que me cubras com o teu sal.
E tento.
Tento brilhar ao sol.
Tento fazer com que me vejas.
Tento destacar-me dos demais grãos de areia.
Mas é só isso que sou.
Um grão de areia.
Um entre muitos grãos de areia.
Um entre os milhares que estão na tua praia.
Por muito que repares em mim não deixo de ser apenas um grão de areia.
Só um grão de areia.
Um dos grãos de areia nos quais reparas.

Mas então a tua maré sobe.
Então o teu toque torna-se mais forte.
Então o teu desejo aumenta.
Envolves-me nas tuas águas.
Fazes-me rebolar como se fosse única.
Levas-me para dentro de ti.
Arrastas-me para o fundo.
Conheço a tua essência.
Dissolvo-me em tudo o que tu és.
Transformo-me em água e sal.
Em mar e sol.
Em praia.

Agora tenho o meu areal.
Nele estendem-se milhares de grãos de areia.
Milhares de grãos de areia só meus.
Que querem a minha atenção.
Que querem fazer parte de mim.
Entre eles estás tu.
Apenas um grão de areia.
Um grão de areia entre tantos outros.
Um grão de areia especial.
Mesmo assim, um grão de areia.
Um simples grão de areia.

À vez somos praia e grãos de areia.
À vez vamos-nos escolhendo.
Nunca assumindo uma certeza.
Nunca dizendo que sim.
Nunca dizendo que não.
Sem certezas como a vida.
Apenas grãos de areia numa vastidão de hipóteses
.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Amut Noite


Hoje escurece mais cedo. Hoje a noite teve mais saudades e não aguentou a espera.


Vem a mim noite linda que tanto me amas e me queres. Só tu paras para leres os sonhos que escrevo nas tuas estrelas. Só tu ficas ofuscada quando provocas em mim aquele sorriso igual a mil que ilumina o meu lado mais negro. Só tu...

Quero ficar contigo. Quero ficar com esse sorriso. Quero sonhar mais e mais, e subir aos céus, e ir para além de tudo, e ser feliz. Tu fazes-me feliz. Tu fazes-me bem. Tu tratas de mim.


Mas a lua ofusca-me com o seu luar. Ela observa-me lá do alto. Ela sabe. Ela sabe... Eu não escondo. A lágrima cai. A tristeza instala-se pois está na tua hora. Minuto a minuto aproxima-se a hora do amanhecer, a hora de te ires embora, a hora de voltar para a minha solidão...


Hoje custa-te um pouco mais deixar que amanheça pois não me queres deixar assim... eu sei. Mas o que tem de ser será sempre. E a promessa de voltares fica apenas suspensa no ar. VOLTA! VOLTA JÁ... mas o grito não se houve na névoa da madrugada que não perde a sua arrogância perante o desespero dos amantes da noite.

volta... volta para mim... Cobre-me com o teu manto, e ama-me agora e para sempre... agora e sempre... como sempre fizeste.


Noite. És mágica, és especial, és tudo aquilo que eu nunca fui, és eu sem o ser. Noite. Oh noite... Volta... volta já antes do sol, antes da luz...


E a chuva cai. A tua tristeza, noite, chega a mim sob a forma de gota... Não é o inverno, é a tua revolta. E os dias diminuem porque o que nos une é muito mais que as leis mundanas. E tu cresces à medida que o nosso amor se expande.





Sim noite, volta para mim. Abraça-me com o teu manto negro. Juntas escreveremos nas tuas estrelas e ditaremos o destino.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Boa Noite

À porta somos amigos e juntos entramos para a noite.
Lá dentro somos o que formos. Os nossos corpos movem-se ao som da música ambiente, as palavras gritadas num sussurro deixam os pensamentos a meio, os olhares cruzam-se com as luzes que nos focam.
O tempo passa e continuamos amigos, ainda que as cores se tenham intensificado.
A noite acaba (pelo menos para nós) mas não termina aí.
Fica muito por dizer,
Fica muito por fazer,
Fica muito por acontecer…
Viramos as costas e voltamos cada um para o seu mundo (apenas com um adeus e um sorriso). Mas a verdade é que ainda passeamos por aí partilhando histórias, passados, existências.
Esquecendo que somos apenas amigos partilhamos algo mais mantendo (in)conscientemente a noção que não estamos preparados, que não sabemos o que queremos, que não depende de nós o desejo de uma noite interminável…
Já na cama, ao apagar a luz do pequeno candeeiro que mal ilumina o quarto, te digo: Boa noite.

(porque foi uma boa noite, não foi?!)

domingo, 7 de outubro de 2007

Quero voltar para os jardins do palácio,
Quero voltar a ser flor,
Quero voltar a ser princesa.

Deixa-me aninhar num banco,
Debaixo de uma árvore,
Olhar o correr do rio para o mar.

As memórias do que é bom invadem-me.
Memórias do sol que me seca as lágrimas,
Memórias da brisa que me sussurra ao ouvido,
Memórias do passado que me trouxe até aqui.

Encontra-te comigo junto à torre que vigia o crescer das heras.

Durante o pôr-do-sol bebemos chá de caramelo e baunilha
Envolto em aromas de saudades e esperanças.

No teu abraço encontro a minha calma,
Nos teus lábios nasce o meu sorriso,
Na tua passividade irá crescer a minha irritação
(porque até um mar de rosas tem espinhos).

E quando a noite cair e as estrelas ficarem a olhar por nós,
Cobrimo-nos de sonhos e deixamo-nos ir…
Vamos para onde o vento nos levar,
Vamos para onde a maré nos puxar,
Vamos para onde tiver de ser.

Amanhã será um novo dia.
Amanhã terei um novo olhar.
Amanhã continuarei a querer o que quero hoje:
Continuarei a querer ir para os jardins,
Continuarei a querer ser flor,
Continuarei a querer ser princesa…
Amanhã continuarei a querer ser assim:
Continuarei a querer ser carinhosa,
Continuarei a querer ser carente,
Continuarei a querer ser acarinhada.

Se não me quiseres assim, não me queiras.
Deixa-me só no banco de jardim,
Debaixo da árvore,
Olhando o correr do rio para o mar.

Lá fico em paz.
Lá fico em uníssono comigo,
Lá fico em uníssono com o meu coração,
Lá fico em uníssono com a minha alma.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

song 4 mutya (lyrics)

(Outta control)

You're gone, now, I feel fine
17 months, yeah I feel fine
What about you? I betcha been cryin'
I bet ya been goin around town lyin'

I'm drivin' fast, I feel so fine
I got Prince singin' "Hot Thing" to me
I know every line
So I pulled up to the red light, sittin' here in my car
I look up to my right, and there you are

Sat there with some new girl, what is this?
(Don't panic, panic, Mutya don't drive erratic)
That's who has replaced me, what a diss
(Don't panic, panic, don't act too manic, manic)
It's a sure fine way to ruin my day
Just as soon as I'm on top of my life, there you are again
But don't react now, you can't go back now
Don't panic, panic, Mutya, just look ahead now

(Outta control)

Let's cut to it, my girl for lunch
I was feelin' on top of the world, and I just got a hunch
That you were sat behind my back, didn't need to turn 'round
I felt sick at the thought, you're laughing loud

Sat there with some new girl, what is this?
(Don't panic, panic, Mutya don't drive erratic)
That's who has replaced me, what a diss
(Don't panic, panic, don't act too manic, manic)
It's a sure fine way to ruin my day
Just as soon as I'm on top of my life, there you are again
But don't react now, you can't go back now
Don't panic, panic, Mutya, just look ahead now

(Outta control)

It's a sure fine way to ruin my day
Just as soon as I'm on top of my life, there you are again
But don't react now, you can't go back now
Don't panic, panic, Mutya, just look ahead now

song 4 mutya ('n all us girls with x-boys who know how to ruin our days)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

visitas


Esta noite invadiu-me uma tristeza que não é minha, mas que me fez chorar. Chorei e dei-lhe alma. Deixei-a ser através de mim. Cada lágrima derramada queima-me. Cada olhar de desespero corroi-me.

Impeço-me de adormecer até a dor terminar. Quando partir para o meu mundo dos sonhos quero ir sozinha. Apenas com aquilo que é meu é que eu estou em paz.

Mas eu não seria eu se não me abrisse a tudo de bom (e menos bom) que o mundo tem para me mostrar. Não seria eu se usasse sempre a minha máscara ou os meus muros para me esconder do que é estranho ou do que magoa. Só assim poderei usar o meu sorriso, aquele que emana da minha alma... Esse sorriso vale a pena toda a dor, toda a tristeza, todas as lágrimas,..., tudo o que é meu mas também o que não é.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

meu Verão


Quando estou assim cheiro a briza...
Transformo-me em flor sempre que sinto o teu calor, meu Verão.
Se me beijasses sentirias meu sabor a fruta fresca e doce com toque de orvalho.
Se me pudesse aproximar de ti o suficiente sentirias o meu toque de veludo: macio, quente, sempre suave.
Se te deixasses invadir pelo silêncio talvez ouvisses o ritmo acelerado que o meu coração marca e te deixasses embalar...
Talvez ficasses por cá.
Esquece o Outono.
Não ouças a chegada do Inverno.
Passa à frente da Primavera.
Mantem-te Verão para sempre.
Fica para sempre comigo...
Aquece para sempre a minha alma.

domingo, 9 de setembro de 2007

(watching Grey’s Anatomy)

Com as minhas mãos seguro suavemente a tua cara...
Entre carícias plenas de calma e trocas de sorrisos espontâneos surge o calor de Verão...
O desejo de união dos meus lábios com os teus é tão nítido como água cristalina, mas encontra-se submerso em dúvidas e medos...
Tudo entre nós é natural como o rebentar das ondas no areal da praia mas, dependendo da maré, tudo pode ser perigoso...

HÁ A CERTEZA QUE NÃO QUERO CONTINUAR COM TUDO ISTO...

HÁ A CERTEZA QUE NÃO CONSIGO PARAR...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

outside 'n inside

On the outside I'm RED...

...

On my silky hair,

On my sweet lips,

On my hot 'n spicy attitude.


On the inside there’s only BLACK velvet...

...

Smooth but dark,

Inviting but warning,

Comfortable but too heavy.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Carta








Quero abrir a caixa do correio... Lá dentro quero encontrar uma carta tua que vou pegar com todo o meu carinho... Calmamente apressar-me-ei a abri-la... Fico à espera de encontrar lá dentro a partilha do dia a dia polvilhada de vontade de me teres tido lá contigo... Deixar-me-ei levar pelas palavras que me possas escrever com todas as cores da tua alma, em papéis que transpiram saudades... Essas cartas far-me-ão sorrir independentemente de mim... Dentro delas espero encontrar o cheiro a mar que me transporta para a tua praia e me bronzeia a pele... Dentro delas espero encontrar o cheiro a relva que me leva para o teu jardim e me cobre de flores... Dentro delas espero encontrar a visão de almas partilhadas que me faz adormecer da vida e acordar num outro mundo... Dentro delas virá a esperança, a força de vontade, a fantasia, o sorriso…... Cada carta tua estará, de certeza, carregada de coisas boas que farão brilhar o meu dia...


Por isso, mal estejas fisicamente longe de mim, escreve-me uma carta.






 

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

"real girl" by Mutya Buena

If I had one chance to
In my life again
I wouldn't make no changes
Now or way back when (yeah)
And if everything turns out
The way I hope it goes
But I cant wait to find out
What it is that God knows
But I don't wanna think about
What's gonna come around for me
I'll just take it day by day
'Cause it's the only way
To be the best that I can be
I never pretend to be something I'm not
You get what you see, when you see what I've got
We live in the real world, I'm just a real girl
I know exactly where I stand
And all I can do is be true to myself
I don't need permission from nobody else
'Cause this is the real world, I'm not a little girl
I know exactly who I am
And nothing's ever perfect
There's no guarantee
And if I knew the answers
It would put my mind at ease (no)
So I'll just keep on going
The way I've gone so far
And maybe I'll end up
Tryin' to catch a fallin star (yeah)
But I don't wanna think about
What's gonna come around for me
I'll just take it day by day
'Cause it's the only way
To be the best that I can be
I never pretend to be something I'm not
You get what you see, when you see what I've got
We live in the real world, I'm just a real girl
I know exactly where I stand
And all I can do is be true to myself
I don't need permission from nobody else
'Cause this is the real world, I'm not a little girl
I know exactly who I am
Baby this is who I am
Don't need you to understand
'Cause everything is right where it should be
It wont be long til you know about me,
'Cause I don't give a...
Even when I'm out of love
'Cause everythings just how it should be
And it wont be long till you know about me
I never pretend to be something I'm not
You get what you see, when you see what I've got
We live in the real world, I'm just a real girl
I know exactly where I stand
And all I can do is be true to myself
I don't need permission from nobody else
'Cause this is the real world, I'm not a little girl
I know exactly who I am

segunda-feira, 30 de julho de 2007

para a princesa do espelho


Acende a luz e senta-te em frente ao espelho. Deixa o silêncio demonstrar que as nossas almas continuam interligadas como os nossos dedos naquela noite de 1000agres. Recorda a certeza que te transmito aqui e agora de que, aconteça o que acontecer, farás (para) sempre parte de mim, princesa.

[Então sorri, levanta-te e apaga a luz. Podes ir para onde quiseres, fazeres o que bem entenderes... eu estarei sempre contigo (do outro lado do espelho)]

segunda-feira, 23 de julho de 2007

o arco-iris no meu mundo

Com ele vou pintando a minha vida.
De violeta pinto as flores que nascem debaixo da minha janela.
De azul pinto o céu que me cobre e aconchega todos os dias.
De verde pinto a relva onde me deito e sonho com mais.
De amarelo pinto o sol que me aquece e me enche de energia,
até ao momento em que se banha no mar, altura em que o pinto de laranja.
De vermelho pinto o sangue que corre nas minhas veias e me faz viver neste mundo a cores.

sábado, 21 de julho de 2007

...





É noite de verão, calma e abafada, sonhadora e animada, como só ela sabe ser.
Sento-me na lua e olho para o mundo aos meus pés, energético, cheio de vida mas tão pequeno para mim.
Sorrio e baloiço, acompanhada pela música de tudo o que é belo e natural.
Canto gastando todo o ar dos pulmões, grito até me falhar a voz, e no silêncio dispo-me de tudo o que não sou eu.
Com o brilho da alegria pacífica no meu olhar desenrolo as minhas asas transparentes e delicadas, deixando-as amadurecer ao luar.
Um dia, quando estiver pronta vou deixar-me ir, voando para onde a brisa do destino me levar.
Até lá descanso sentada na lua com o mundo a meus pés e o futuro à minha frente.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

hoje... só hoje



Hoje estou vazia.
Não tenho comigo os pedaços do meu passado que fazem de mim um alguém por inteiro.
Hoje estou perdida.
Pedi o rumo da minha vida pelo caminho juntamente com a noção do (meu) Norte.
Hoje quero chorar.
Sinto-me só e abandonada sem nada familiar em redor para me reconfortar.
Hoje quero esconder-me.
Estou farta da dor, estou cansada do peso do mundo, tenho medo do buraco onde tantas vezes caí.
Hoje não quero ser.
Hoje não quero acordar.
Hoje não quero ver o que não me rodeia.
Hoje não quero viver.
Hoje… só hoje.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

À procura...


Procuro a força ou a esperança no fundo do copo mas nunca as alcanço.
Procuro o destino em bares cheios de gente que não quero conhecer.
Procuro o sorriso olhando-me ao espelho, por debaixo de camadas de maquilhagem.
Procuro a antídoto da solidão junto a candeeiros de rua que afastam a escuridão da noite.
Procuro a canção que me relembra fragmentos do passado em comprimidos com nomes complexos.
Procuro o meu caminho de cada vez que fecho os olhos e me sento num canto à espera que as lágrimas sequem.

Procuro-me mas não me consigo encontrar.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

um olhar















Esta é a janela da minha alma...
Há tanto mistério enclausurado num simples olhar...
Tenho tanto para dizer, carregado de tanto silêncio...
(Será assim tão dificil de perceber?!)
Olha bem para mim... ouve o que estou a dizer

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Noite de S. João

Fiquei à espera que o fogo de artifício me devolvesse o brilho do olhar.
E esperei que a musica e a animação mexessem comigo e trouxessem a leveza da alma.
E esperei que o calor humano dissipasse em mim o arrepio da pele.

Mas nesta noite não houve sorrisos nem alegrias, não houve palavras nem sons, não houve companhias nem amizades.
Esta noite não foi mágica.

Onde estavam as estrelas que costumam olhar por mim?
Onde estava a brisa de me costuma acariciar e reconfortar?
Onde estavam os amigos de sempre (para sempre) que costumam marcar presença?

O barulho ensurdecedor de tudo o que me rodeia pesa-me os olhos, o corpo, a alma.
O peso fez-me desistir.
Entrei num sono profundo depositando a minha esperança num sonho de uma noite de S. João bem melhor que a verdadeira.

Boa Noite.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Another little story for another lonely night

Não disseste uma única palavra. Ficaste relativamente imóvel nessa cadeira da explanada do café da praia. Os teus cabelos meios ondulados flutuaram com a brisa, mas não muito. Estariam eles também cansados de me ouvir? Esperei por qualquer coisa que me convidasse a, uma vez mais, partilhar a minha alma contigo. Mas nem um sorriso saiu. Olhavas fixamente para mim sem o calor carinhoso típico do teu olhar com sabor a cacau e avelãs. Apesar de estares apenas do lado oposto da mesa estavas tão longe de mim. Quis perguntar-te porque não partilhavas comigo há tanto tempo todas as belas cores com que pintas a tua alma. Mas as palavras não se formaram. O som não saiu. Não te perguntei. Deixei-me ficar com o meu copo de água mineral gaseificada e aromatizada na mão e fui bebericando aos poucos, tentando distrair-me. Não queria pensar. Simplesmente não pensar.
O sol espreitou-me por debaixo do guarda-sol e ofuscou-me durante uns segundos. Movimentei ligeiramente a cabeça para voltar a alancar a sombra e sorri-te. Será que viste o meu sorriso? Estavas tão longe. Mas penso que sim, pois a tua expressão facial mudou ligeiramente. Mas não foi o suficiente para voltares para junto de mim.
Com o tempo, o sol baixou-se para beijar suavemente o mar como faz todos os dias. Eu desejei um acto de carinho igual para mim. Sentia-me tão sozinha. Tu também. O teu olhar distante irradiava uma tristeza perdida mas profundamente cravada em ti. Queria abraçar-te. E teria o feito se estivesses mais próxima. As lágrimas começaram a acumular-se em mim. Respiramos fundo ao mesmo tempo, partilhando a mesma dor mas que provém de locais muito diferentes. Finalmente a luz apagou-se e tu, sem sequer pensar duas vezes, pegaste nos óculos de sol, nas chaves e na carteira. Levantaste-te para ir embora. Não sabia dizer com toda a certeza se estavas chateada comigo ou apenas triste. Mas a nossa amizade, que não era assim tão antiga, era forte e havia de ultrapassar tudo isto. Pelo menos era o que esperava. Restou-me ir também embora.
Caminhei pelo estrado de madeira colocado no areal durante horas. Parei numa das imensas praias que ele percorre sem dar grande atenção ao local onde me encontrava. O meu coração estava muito pesado com todas as palavras que haviam ficado por dizer. Sentei-me junto ao mar esquecendo as horas e as responsabilidades, tentando lembrar-me de como fui ali parar. Tentei ligar para tanta gente, pessoas que sem dúvida considero amigos, alguém em quem confiasse para me dar uma mão que me ajudasse a levantar, ou um ombro onde pudesse desabafar. Ninguém estava disponível. O momento não foi o melhor, pensei. Lá estava o meu tão característico optimismo. Talvez até não fosse optimismo, talvez fosse a minha maneira de perdoar as pessoas façam elas o que fizerem. Mas eu gosto da ideia de que ninguém magoa de propósito, sempre gostei. E, portanto, gosto de defender a ideia de que quando alguém nos faz algo menos bom é porque teve um motivo de força maior ou por pura inadvertência. Algo que podemos tentar compreender, e que não é extremamente rebuscado. E, assim sendo, pus-me no lugar no lugar das pessoas a quem liguei e com quem falei. Atribui as culpas (algo que, como qualquer ser humano tenho necessidade de fazer) às faltas de rede, às faltas de bateria, às ausências de som ou vibração, à hora do jantar, à falta de saldo para retribuir a chamada ou enviar mensagem. Mas mesmo assim custou não ouvir sequer a voz de um deles. Senti o arrepio interno acumular-se e a querer subir, lubrificando os olhos. Mas recusei-me a chorar. O frio da noite pousou em mim e o arrepio passou a externo. Levantei-me e iniciei o longo caminho para casa. Tinha muito para andar, mas maior que essa distância era a distância entre o meu corpo e o meu pensamento. Estava tão longe que mal o conseguia ouvir através do rebentar das ondas e do som electrizante das estrelas.
Uma vez disseram-me que o melhor é não revisitar os locais onde já fomos felizes, que essas memórias devem ser guardadas numa caixinha muito especial para onde possamos olhar e, de longe a longe, recordar. Nesse dia percebi porquê. É que em comparação com as boas recordações que nos ficam na memória e no coração nada é suficientemente bom. Seja pelo tempo que passa e dilui as coisas más, seja pela fantasia que embeleza e enturva a memória, a verdade é que preenchemos lacunas com o que mais nos agrada. Então, uma boa recordação torna-se maravilhosa e especial. Passa a ter o seu próprio toque de poesia. E eu senti isso nas ruas, carregadas de memórias nas suas calçadas; nos bancos de jardins, onde perdi tantas horas de esperas; nos candeeiros de rua, que foram as únicas testemunhas de tantos momentos que me arrancaram sorrisos perdidos no tempo. Mas nesse dia os sorrisos saíram salgados. Nesse dia nada nem ninguém testemunhou a minha presença, os meus pensamentos, sonhos ou desejos. Foi então que percebi que estava em branco. Não conseguia pensar em nada. Só era capaz de recordar pedaços rasgados das páginas da minha memória. Sentei-me no passeio, fechei os olhos e respirei fundo. Senti o calafrio trazido pelo medo. Recordei passo a passo o que senti nos últimos dias, recordei todos os segundos do tempo que demorei a perceber que dai em diante estaria sozinha. Só com a realização da coragem que precisei de ter, tanto antes como agora ao reviver tudo outra vez, é que percebi realmente. E sorri. Mas a nostalgia e a saudade do passado e das pessoas que dele fizeram parte mataram o sorriso que havia surgido momentos antes. Agora não havia nada a fazer, a não seu recomeçar, do zero. Não sabia bem de que forma o iria fazer mas haveria de conseguir.
Apesar de tudo sentia-me forte, capaz de enfrentar o que quer que me aparecesse à frente. Nada haveria de ser capaz de me parar, nem mesmo a morte. O fim da minha vida não tinha sido mais que o abrir de uma ova porta, uma para o exterior, pensei eu. E então surgiu a luz. A famosa luz de que tanto ouvimos falar. Tive medo mas preparei-me para um recomeço, cheio de coisas novas, de dúvidas e certezas, de alegrias e tristezas, de coragem e de medo. Mas algo de estranho aconteceu. Senti outra parte de mim agarrar-me com toda a sua força, a puxar-me para uma cama de hospital. Parte de mim sabia que este capítulo ainda não tinha acabado, por muito turbulento que fosse. A saída estava tão próxima. Estava a uns passos de distancia do inicio de uma nova história, de uma nova vida mas mesmo sabendo disso largar o passado era abdicar de muito. Nem sabia o quanto estava agarrada a este lado ate ver que mesmo com os pulsos a sangrar e os olhos negros da tristeza e inchados das lágrimas não largava a reste-a de esperança de um dia um pouco mais brilhante no amanha. A cada passo em frente que dava pesava na alma a duvida do "e se". A cada vez que me impedia de olhar para trás ouvia mais uma voz familiar, carregada de carinho e força e apoio e determinação... e tu chamavas por mim. Tu melhor do que ninguém sabias o quanto queria ir embora e quanto custava abandonar todo o passado. E dizias para ir para ser feliz. Mas o facto de me falares com esse tremor na voz, de deixares cair essas lágrimas mais salgadas que qualquer mar, de me gritares com toda a força da tua alma pelo meu nome; qualquer uma dessas coisas puxava por um último olhar, um último adeus.
Choramos ao mesmo ritmo como tantas vezes antes aconteceu. A nossa alma encheu-se de uma tristeza que eu tanto queria deixar para trás. Mas a esperança num amanhã um pouco mais sorridente crescia. Recusei-me a olhar para trás. Pedi-te desculpa. E fui gritando o teu nome bem alto porque a última coisa que queria era esquecer-te, mas o início esperava por mim. Era uma nova vida. Era aquilo pelo quem ansiava há tanto tempo. Avancei pela luz adentro até deixar de me ver. O branco ofuscava e ardia-me nos olhos. Fechei-os e continuei em frente. Dei um passo após o outro sempre com medo de ter decidido mal, mas com a certeza de uma convicção inexplicável. Quis lembrar-me do teu rosto e não consegui. Quis lembrar-me do teu nome e não fui capaz. Quis lembrar-me de quem era mas já não sabia se era ainda eu.
Tive a certeza de que caminhava na direcção errada mas agora tudo era branco, tão branco que me deixou perdida. Olhei em volta e perdi o rumo. Quis andar em frente, assumir a responsabilidade das minhas decisões mas não soube em que direcção andar. Voltei a fechar os olhos. E sorri. Sorri porque te vi sorrir para mim. E então senti-me cair. O meu coração disparou, a minha respiração tornou-se ofegante, o medo invadiu-me. Até que cheguei ao fim da queda. Abri os olhos e lá estavas tu. E tudo tornou-se mais claro, mesmo depois de ter desaparecido o branco. Eu não tinha escolha. Tinha de viver esta vida até ao fim, e este não era determinado por mim. Por muita dor que tivesse passado ou que estivesse ainda para vir eu não podia simplesmente começar um novo capitulo sem terminar o velho.
Por um lado, soube que não havia como fugir e isso assustou-me, mas por outro, sabia que ainda não tinha chegado a minha hora e isso deixou-me em paz. A força para continuar só veio quando percebi que se estava preparada para começar tudo de novo, com tantas incertezas, porque é que não poderia ser capaz de continuar aquilo que estava já meio conhecido. Mais cedo ou mais tarde coisas más hão de acontecer. Mas elas terão um fim. E pouco depois terão necessariamente de surgir coisas boas. É tudo uma questão de tempo. E se sentir que estou sem fôlego e que não vou conseguir chegar ao fim, então sento-me e espero. E se doer muito, paro para chorar. E se for muito bom, paro para guardar o momento ao pormenor. E sorrio. Mas não desisto. Posso esconder-me de alguns problemas e até evitar outros mas não desisto, não fujo, não morro mais.
...
(Gostaste?)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Hoje é para ti...


Perguntas-me sempre para quem escrevo. Pois então... Hoje escrevo para Ti. Para Ti que tão bem me conheces. Para Ti que terminas as minhas frases como se se tivessem formado na tua cabeça. Para Ti que adoras ver-me sorrir, mas não quando provocado por outros. Para Ti que conheço de trás para a frente há anos e anos. Para Ti que me aturas quase todos os dias. Para Ti que vês os meu corpo de mulher mas conheces o meu espírito de menina pequenina. Para Ti que confias na minha amizade como em pouco mais na tua vida. É para Ti Zes, que escrevo hoje, e digo apenas... Obrigado! Obrigado, amigo de sempre! Obrigado, amigo para sempre! Obrigado, amigo a sério!

Esta noite



Esta noite vou ter o cuidado de afastar as núvens de modo a destapar as estrelas.

Vou sentar-me no parapeito da janela a olhar para a lua, como o gato do desenho.

Vou pegar em papel e, com uma pena e tinta da china, registar os pormenores das viagens mágicas em que a minha mente embarcar.

Vou abrir a minha alma, expor a minha luz e deixar-me ir.

Vou levar-te comigo para onde quer que vá (não pelo medo de ir só mas pela alegria da partilha).

Vamos visitar lugares longínquos onde somos mais do que nós, onde os sorrisos são maiores que os girassóis gigantes que crescem nos campos de borboletas, onde a paz irradia da calma dos grãos de areia branca que deslizam dentro de uma ampulheta.

Lá faremos tudo aquilo que nos apetecer sem a cobrança amarga das consequências.
E quando nos cansarmos, paramos para beber um chá enebriante, polvilhado de mistério e sedução.

Iremos, no final, olharmo-nos nos olhos... e, com eles já fechados, partilharemos um último abraço antes de voltarmos para casa... antes de passarmos para o sono banal.

Portanto prepara-te.

Esta noite vou afastar as núvens e destapar as estrelas.

Esta noite vou levar-te numa das minhas viagens.

Lá seremos sempre felizes.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Princess in my mirror

I see you... pretty in all our colours
I see you... in your conflicting war of dreams
I see you... hanging on all my little tales
I see you... pronuncing my name, hearing yours
...
I'm here... I see you

come away with me....

Sente comigo o picar da relva recentemente cortada, o sol que suavemente nos beija, a brisa do mar que nos arrepia o sorriso... Deita-te aqui bem ao meu lado, onde te possa tocar, onde possa ouvir a doçura da tua voz, onde não seja possível ter mais saudades... Deixa-te pertencer a este momento imóvel no tempo: o amanhã está tão distante (e não nos liga nenhum); o ontem já passou (e não dói mais)... Vem. Aproxima-te de mim uma vez mais e deixa-te ficar. O resto não existe: não há dúvidas ou incertezas, ciúmes ou desconfianças, medos ou escuridões... Só cá estamos nós.

E cá, só nós sabemos ser felizes!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

lookig down on me

who are you?

...up there...

...looking down on me...

...

are you an angel?

are you looking after me?

...taking care of me?

...

i'll keep on looking up at you... smiling

quarta-feira, 6 de junho de 2007

brand new

This is the begining of a new kind of life...
I'm not really scared as I thought I would be...
I honestly think this will be a good thing for me...

For the first time (in a long time) I'm living my own life... just for me... and nobody else but me.

I'm so calm... not even the exams (that are closing in on me fast) have been able to disturb this inner peace...
I hope this will last... I'm pretty sure it will.

:D

quarta-feira, 30 de maio de 2007

the world is mine



I believe in the wonder

I believe I can touch the flame

There's a spell that I'm under

Got to fly, I don't feel no shame
(There are drugs running through my veigns)

The world is mine

quarta-feira, 23 de maio de 2007

o verão


Deita-me na tua praia e abraça-me com a tua areia dourada do sol. Quero sentir o teu toque de suave brisa que arrepia e me faz suspirar por mais. Deixa-me sentir o doce beijo de aroma frutado que me abre o apetite. Não resistas ao calor do meu corpo. Vem para mim, deixa-te levar pelo meu olhar que grita de luxúria por ti. Deixa que a temperatura suba. Sabes como deixar-me doida, sabes como fazer para não te resistir. As tuas nuvens de refreio ao aumento da minha pulsação só me fazem ansiar mais por te voltar a sentir com toda a tua força. Deixa-te ir como nos meus inúmeros sonhos, faz-me querer inspirar até arrebentar em dúzias de gaivotas para assim também poder percorrer o teu corpo. Quero dar-te tanto de mim, quero encher-te de prazer, quero agradecer-te a sensação de poder e liberdade que tenho quando nos aproximamos. Molho os lábios para acalmar os ânimos mas só incendeio mais este desejo que já arde descontroladamente. E os sentidos estão no seu máximo de sensibilidade. O brilho que emanas não me deixa ver, a tua areia escalda-me a pele e retira-me o tacto, o meu paladar confunde o sal nos nossos corpos com a doçura que paira no ar e nos contagia. E a confusão embriagante que nos envolve puxa por mim. Sem nem pensar mergulho no teu mar gelado e o ritmo de todo o meu corpo acelera para depois tudo acalmar. A respiração desacelera assim como o batimento cardíaco. O sorriso apodera-se de mim e de volta à toalha sinto-me bem, em paz comigo e livre…

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Como não te disse adeus

Desejava que ninguém tivesse ouvido aquelas palavras ditas no calor do momento, que sairam como mentiras que me livrariam de um castigo... Mas tu ouviste. E o sorriso, que surgiu bem do fundo da tua alma, iluminou o teu olhar como uma luz ao fundo do túnel.

E eu calei-me.

E tu não ouviste o meu silêncio.

Eu fechei os olhos deixando-me cair no buraco que eu própria cavei. Tu deixaste-te ir levado pelo hélio que te enchia os pulmões de uma alegria pacífica.

E foi assim que não te disse adeus...

q u e r o

q u e r o s a i r d a q u i . . .

q u e r o r a s g a r e s t a m e m b r a n a q u e m e p r e n d e a o t e u m u n d o . . .

q u e r o v i v e r a p e n a s a m i n h a v i d a ( e d e m a i s n i n g u é m ) . . .

q u e r o r e s p i r a r d e a l í v i o e p o d e r s e r n a t u r a l e e s p o n t â n e a . . .

q u e r o a c o r d a r d e s t e s o n h o q u e m e e n g o l e n a s s u a s a r e i a s m o v e d i ç a s . . .

q u e r o v o l t a r a s e r e u ( d e i x a r d e s e r n ó s ) . . .

q u e r o s a i r d a q u i !

quinta-feira, 17 de maio de 2007


Para ver.......................... Para dar
Para estar....................... Para ter
Para ir ............................ Pra ouvir
Pra sorrir e entrar......... Para rir
Pra voltar........................ A tentar
Pra sentir........................ E mudar
Pra voltar a cair............. Para me levantar
Para nunca mais tentar... Mentir
Pra crescer..................... Para amar
Para ser.......................... O lugar
Pra viver........................ E gostar
De gostar........................ De viver
Pra fugir......................... Pra mostrar
Pra dizer........................ Pra ter paz
Pra dormir..................... Pra fingir acordar
Para ser.......................... Derramar
Para nunca mais tentar... Mentir

quarta-feira, 16 de maio de 2007

down here



I'm sitting down here

But hey you can't see me

(kinda invisible)

You don't sense my stay

Not really hiding, not like a shadow

Just thought I would join you for one day

sexta-feira, 11 de maio de 2007

olhares silenciosos no calor embriegante da tarde que se quer despedir, da noie que tarda aparecer...

olhares que se cruzam através da multidão de desconhecidos despreocupados...

sorrisos longinquos soltam-se dos lábios e levam o pensamento para outra dimensão, onde não se está mas onde se é...

e um arrepio percorre os corpos e cria neles um impulso proactivo não levado a cabo, e surge o aperto no peito demonstrativo da sensação de ausência de algo não exactamente concreto...

a luz apaga-se...

o dia funde-se com a noite num momento de paixão desenfreada...

a respiração condensa-se num acto de carinho célere sem um motivo aparente...

a cada minuto que passa, o caminho (a percorrer) é menor e aumenta a nostalgia do que ficou para trás e (que) não se quer mais...
Há coisas que mudam e (in)felizmente há outras que não...
Com a proximidade desaparece a objectividade e tudo à volta fica turva e desfocado. Perde-se o porquê, perde-se o rumo, perde-se a razão. É por isso que surge o receio de que avances, que andes demasiado sem teres a noção de onde pões os pés, de onde está a linha delimitadora.
Mas o melhor é não pensar demasiado ou a raiva transformar-se-à em tristeza. E assim nos despedimos: com um beijo, com um abraço e com uma promessa de lembrança.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Finally out in words

Para mim a palavra mãe nunca foi especial. Nunca se referiu a alguém que tivesse por mim um amor incondicional. Nunca tive na palavra mãe a segurança e reconforto que vejo nos filmes… para mm, a minha mãe é apenas a mulher que me pôs no mundo, pouco mais. Ajudou a providenciar-me alojamento e alimentação, vestuário e educação… pouco mais. E a cada dia que passa mais o meu coração se torna negro com as suas palavras, com as suas acções.
Quero fugir de ti, mãe. Quero deixar de ser magoada por ti. Quero parar de ser invisível só para que não passes por cima de mim nesse teu caminho destrutivo. Quero dizer-te na cara que não tens mais uma filha, que a tua família não me abrange… E ainda bem. Vocês são todos podres por dentro… Se tu não tens amor por mim, acredita que também eu não tenho por ti. Não sei quem és mas não és minha mãe! Não sabes ser mãe. Não sabes amar. Mas no fim, quem vai sofrer com isso vais ser tu. Vais acabar sozinha, enrugada no stress, na raiva, no ódio… Da minha parte à muito que aprendi a ignorar-te.
Há mães que ensinam amor, compreensão, carinho… coisas banais. A minha mãe está mais virada para lições da vida real. E a verdade é que se for capaz de aguentar com toda a hostilidade que provém de ti, mãe, o mais provável é conseguir aguentar com qualquer outro ataque (venha ele de onde vier).
Portanto, obrigada por dares toda a tua atenção à tua mãe…
Obrigada por te preocupares mais com a vida dos teus irmãos do que com a saúde da tua filha…
Obrigada por descarregares em mim o stress que acumulas ao longo do dia, obrigada por afastares o pai…
Obrigada por teres tantos ciúmes ou inveja de tudo o que o pai me dá ou que eu consiga por mérito próprio…
Obrigada por apontares sempre o meu insucesso na faculdade…
Obrigada por me ajudares a fechar-me cada vez mais no meu quarto…
Obrigada por achares que já não preciso de alojamento, vestuário, alimentação, educação (…) da tua parte.
Obrigada mãe.
Mas, mesmo assim, espero que não faças parte do meu futuro… especialmente se continuares assim, com todo esse amor por mim… Queria tanto dizer-te já adeus, mas ainda não chegou a altura. Apesar de tudo ainda não me consigo desligar. Por isso é que ainda me magoas. Mas um dia não vou permitir que o faças mais.
Um dia, mãe…
Um dia…

onde estou...


Não sei bem onde devia de estar mas acho que não devia ser bem aqui.
O sol acaricia a minha pele com toda a sua suavidade quando entra pela janela do meu quarto, mas não chega a aquecer o meu coração que continua guardado bem lá fundo, enterrado dentro de mim. O cheiro a mar já não é o suficiente para me fazer sorrir, fechar os olhos, inspirar toda a sua calma e beleza como se me conseguisse apropriar dela… As cores do mundo lá fora já não se reflectem em mim da mesma maneira. Perderam o brilho que só o meu olhar lhes sabia dar. O peso da alma prende-me ao chão e não deixa os meus sonhos vaguearem pelo tempo ou espaço. Não consigo ser mais do que o hoje. E o hoje está triste e cansado pelo tempo que não passa. Porque por mais que faça amanhã volta a ser hoje. Um hoje igual a tantos outros… um hoje onde não existe espaço de manobra para levar a vida em frente… um hoje que insiste em repetir as dores do ontem… um hoje onde o ar é cada vez mais pesado. O meu espírito começa a quebrar porque se recusa a dobrar. É demasiado teimoso, tão orgulhoso, sempre cheio de princípios cujo significado se perdeu no tempo, carregado de convicções criadas no calor do momento como forma de defesa do desconhecido…
Não sei bem onde devia de estar mas acho que não devia ser bem aqui.
O meu pequeno mundo volta a ser o meu útero protector e a criança dentro de mim volta a querer partilhar comigo aquelas lágrimas que tenho recusado derramar e que me afogam em dor. Sinto o calor da voz séria e severa do meu pai mas também o frio dos berros nervosos da minha mãe. Mas no meu mundo só existo eu. Os amigos não passam de vagas recordações numa memória desgastada e guardada numa caixa de cartão que tenho dentro do meu armário. A família desintegrou-se e a cada movimento ameaça partir-se ainda mais, por isso evito tocar-lhe. Mas a solidão não é triste, a solidão não dói assim tanto, não é a solidão que corrói por dentro. Estar só neste meu mundo de quatro paredes caiadas não me isola mas protege-me do que é triste, do que dói, do que realmente corrói por dentro. E o suspiro que sai diz tanto quanto o silêncio do meu olhar.
Não sei bem onde devia estar mas acho que não devia ser bem aqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

another point of view

porque para tudo na vida há varias prespectivas...
e esta é apenas mais uma:
onde eu sou mais do que eu...
onde sou a soma do que quero,
do que sinto,
do que choro,
do que vejo,
do que tenho,
do que digo...

E não é apenas a Isabel Cristina que aqui está...
SOU EU!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

conversas na minha mente

onde foi que o dia começou?

não consegui ver com o nevoeiro denso que pairava na minha cabeça...

onde foi que nos perdemos?

acho que nem sequer estava lá quando nos atingiu a distância do não querer saber mais...

será que ainda tens recordações dos sentimentos partilhados ao sabor da brisa maritima?

talvez hoje sejemos apenas tu e eu, cada um na sua vida, despidos de qualquer passado em comum...

porque insistes em olhar para o futuro?

sabes que estou presa ao presente e que os meus olhos fitam fixamente o chão por onde caminho...

porque gritas o meu nome sem me chamares?

não quero mais ir ao teu encontro e ser apenas a pessoa que desejas...

como foi que os sonhos partilhados morreram?

esqueci-me de tudo e acordei... por mais que feche os olhos já não és tu que preenches os vazios das imagens.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Surgiu o sorriso. Mas inicialmente foi só por cortezia.
Palavras trocadas saídas de bocas desconhecidas mas esfomeadas de aventura.
Lambidelas de um cão apaixonado pelo rapaz alto, moreno e sonolento que apareceu cedo demais para o encontro que não tinha hora marcada.
Conversas banhadas pela sombra que o calor ansiava e embaladas naquele baloiço onde o tempo insistia em abradar a cada segundo.
Os sorrisos passaram a risos de cumplicidade que aproximavam como iman as vontades escondidas dos desconhecidos, embriegando-se um no outro.
As paisagens do rio que serpenteava pelas paredes tentavam limitar os sonhos que surgiam das almas felizes.
E o beijo teimava em não sair por maior que fosse a tensão luxuriosa.
E de cada toque radiava uma energia que percorria a espinha e arrepiava a pele.
E com cada olhar abençoavam o silêncio que os unia e os aproximava.
O sol desceu...
A luz diminuiu...
A hora do adeus chegou...
Sem palavras deixaram a distância separar os seus corpos mas os seus pensamentos já estavam entrelaçados...
E os sorrisos estavam estampados na alma.

segunda-feira, 30 de abril de 2007


a lot to say
...
but not much to share

quinta-feira, 26 de abril de 2007

When the day is long, and the night
the night is yours alone...
When you're sure you've had enough of this life
well...
Hang on
Don't let yourself go
everybody cries
and everybody hurts sometimes...
Sometimes everything is wrong...
Everybody hurts...
Take comfort in your friends
Everybody hurts

If you're on your own in this life
the days and nights are long
When you think you've had too much of this life to hang on...

Well
Everybody hurts... sometimes
Everybody cries

So, hold on

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug