You have entered my soul... keep in mind that this is me at my truest form.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Apenas mais um adeus
Não reconheço em mim o olhar distante e indiferente com que olho para tudo o que me rodeia. Nem conheço as lagrimas que me escorrem pela cara, pelo pescoço e por vezes mais além, quando não sinto nada a não ser este desalento. Sinto o cansaço da alma que reclama as longas horas de solidão não programada e sinto a vontade de desistir de tudo. Recordo a altura qm que reconhecia o meu reflexo no espelho e que sorria para mim propria. Cada vez mais me habituo a estar sozinha. Cada vez mais me habituo a ser só. E já fui a minha melhor amiga, fui durante muitos anos... mas hoje nem isso quero. Hoje quero ir até à ponte D. Luis I e quero ficar a olhar o mar que tantas vezes foi o meu único conforto, a única coisa que me ligava a casa. Quero ficar a olhar para o Rio Douro que tantas lágrimas minhas carregou mas suas águas. Foram tantas que não me admirava que se tivesse tornado salgado com tanta dor que já partilhamos. E quando o sol desaparecesse do horizonte, quando o lusco-fusco deixasse de iluminar o céu, então eu mergulharia nas suas gélidas águas. E esperava que ele me levasse para o mar, esperava ir para casa finalmente... ir para casa de vez. E cessar esta minha existência, eventualmente começar uma nova. Uma que não esta. Estou farta, estou cansada, estou sem fé, quero morrer. Deixem-me morrer, por favor deixem-me desistir, por favor deixem-me ir...
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