quarta-feira, 30 de maio de 2007

the world is mine



I believe in the wonder

I believe I can touch the flame

There's a spell that I'm under

Got to fly, I don't feel no shame
(There are drugs running through my veigns)

The world is mine

quarta-feira, 23 de maio de 2007

o verão


Deita-me na tua praia e abraça-me com a tua areia dourada do sol. Quero sentir o teu toque de suave brisa que arrepia e me faz suspirar por mais. Deixa-me sentir o doce beijo de aroma frutado que me abre o apetite. Não resistas ao calor do meu corpo. Vem para mim, deixa-te levar pelo meu olhar que grita de luxúria por ti. Deixa que a temperatura suba. Sabes como deixar-me doida, sabes como fazer para não te resistir. As tuas nuvens de refreio ao aumento da minha pulsação só me fazem ansiar mais por te voltar a sentir com toda a tua força. Deixa-te ir como nos meus inúmeros sonhos, faz-me querer inspirar até arrebentar em dúzias de gaivotas para assim também poder percorrer o teu corpo. Quero dar-te tanto de mim, quero encher-te de prazer, quero agradecer-te a sensação de poder e liberdade que tenho quando nos aproximamos. Molho os lábios para acalmar os ânimos mas só incendeio mais este desejo que já arde descontroladamente. E os sentidos estão no seu máximo de sensibilidade. O brilho que emanas não me deixa ver, a tua areia escalda-me a pele e retira-me o tacto, o meu paladar confunde o sal nos nossos corpos com a doçura que paira no ar e nos contagia. E a confusão embriagante que nos envolve puxa por mim. Sem nem pensar mergulho no teu mar gelado e o ritmo de todo o meu corpo acelera para depois tudo acalmar. A respiração desacelera assim como o batimento cardíaco. O sorriso apodera-se de mim e de volta à toalha sinto-me bem, em paz comigo e livre…

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Como não te disse adeus

Desejava que ninguém tivesse ouvido aquelas palavras ditas no calor do momento, que sairam como mentiras que me livrariam de um castigo... Mas tu ouviste. E o sorriso, que surgiu bem do fundo da tua alma, iluminou o teu olhar como uma luz ao fundo do túnel.

E eu calei-me.

E tu não ouviste o meu silêncio.

Eu fechei os olhos deixando-me cair no buraco que eu própria cavei. Tu deixaste-te ir levado pelo hélio que te enchia os pulmões de uma alegria pacífica.

E foi assim que não te disse adeus...

q u e r o

q u e r o s a i r d a q u i . . .

q u e r o r a s g a r e s t a m e m b r a n a q u e m e p r e n d e a o t e u m u n d o . . .

q u e r o v i v e r a p e n a s a m i n h a v i d a ( e d e m a i s n i n g u é m ) . . .

q u e r o r e s p i r a r d e a l í v i o e p o d e r s e r n a t u r a l e e s p o n t â n e a . . .

q u e r o a c o r d a r d e s t e s o n h o q u e m e e n g o l e n a s s u a s a r e i a s m o v e d i ç a s . . .

q u e r o v o l t a r a s e r e u ( d e i x a r d e s e r n ó s ) . . .

q u e r o s a i r d a q u i !

quinta-feira, 17 de maio de 2007


Para ver.......................... Para dar
Para estar....................... Para ter
Para ir ............................ Pra ouvir
Pra sorrir e entrar......... Para rir
Pra voltar........................ A tentar
Pra sentir........................ E mudar
Pra voltar a cair............. Para me levantar
Para nunca mais tentar... Mentir
Pra crescer..................... Para amar
Para ser.......................... O lugar
Pra viver........................ E gostar
De gostar........................ De viver
Pra fugir......................... Pra mostrar
Pra dizer........................ Pra ter paz
Pra dormir..................... Pra fingir acordar
Para ser.......................... Derramar
Para nunca mais tentar... Mentir

quarta-feira, 16 de maio de 2007

down here



I'm sitting down here

But hey you can't see me

(kinda invisible)

You don't sense my stay

Not really hiding, not like a shadow

Just thought I would join you for one day

sexta-feira, 11 de maio de 2007

olhares silenciosos no calor embriegante da tarde que se quer despedir, da noie que tarda aparecer...

olhares que se cruzam através da multidão de desconhecidos despreocupados...

sorrisos longinquos soltam-se dos lábios e levam o pensamento para outra dimensão, onde não se está mas onde se é...

e um arrepio percorre os corpos e cria neles um impulso proactivo não levado a cabo, e surge o aperto no peito demonstrativo da sensação de ausência de algo não exactamente concreto...

a luz apaga-se...

o dia funde-se com a noite num momento de paixão desenfreada...

a respiração condensa-se num acto de carinho célere sem um motivo aparente...

a cada minuto que passa, o caminho (a percorrer) é menor e aumenta a nostalgia do que ficou para trás e (que) não se quer mais...
Há coisas que mudam e (in)felizmente há outras que não...
Com a proximidade desaparece a objectividade e tudo à volta fica turva e desfocado. Perde-se o porquê, perde-se o rumo, perde-se a razão. É por isso que surge o receio de que avances, que andes demasiado sem teres a noção de onde pões os pés, de onde está a linha delimitadora.
Mas o melhor é não pensar demasiado ou a raiva transformar-se-à em tristeza. E assim nos despedimos: com um beijo, com um abraço e com uma promessa de lembrança.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Finally out in words

Para mim a palavra mãe nunca foi especial. Nunca se referiu a alguém que tivesse por mim um amor incondicional. Nunca tive na palavra mãe a segurança e reconforto que vejo nos filmes… para mm, a minha mãe é apenas a mulher que me pôs no mundo, pouco mais. Ajudou a providenciar-me alojamento e alimentação, vestuário e educação… pouco mais. E a cada dia que passa mais o meu coração se torna negro com as suas palavras, com as suas acções.
Quero fugir de ti, mãe. Quero deixar de ser magoada por ti. Quero parar de ser invisível só para que não passes por cima de mim nesse teu caminho destrutivo. Quero dizer-te na cara que não tens mais uma filha, que a tua família não me abrange… E ainda bem. Vocês são todos podres por dentro… Se tu não tens amor por mim, acredita que também eu não tenho por ti. Não sei quem és mas não és minha mãe! Não sabes ser mãe. Não sabes amar. Mas no fim, quem vai sofrer com isso vais ser tu. Vais acabar sozinha, enrugada no stress, na raiva, no ódio… Da minha parte à muito que aprendi a ignorar-te.
Há mães que ensinam amor, compreensão, carinho… coisas banais. A minha mãe está mais virada para lições da vida real. E a verdade é que se for capaz de aguentar com toda a hostilidade que provém de ti, mãe, o mais provável é conseguir aguentar com qualquer outro ataque (venha ele de onde vier).
Portanto, obrigada por dares toda a tua atenção à tua mãe…
Obrigada por te preocupares mais com a vida dos teus irmãos do que com a saúde da tua filha…
Obrigada por descarregares em mim o stress que acumulas ao longo do dia, obrigada por afastares o pai…
Obrigada por teres tantos ciúmes ou inveja de tudo o que o pai me dá ou que eu consiga por mérito próprio…
Obrigada por apontares sempre o meu insucesso na faculdade…
Obrigada por me ajudares a fechar-me cada vez mais no meu quarto…
Obrigada por achares que já não preciso de alojamento, vestuário, alimentação, educação (…) da tua parte.
Obrigada mãe.
Mas, mesmo assim, espero que não faças parte do meu futuro… especialmente se continuares assim, com todo esse amor por mim… Queria tanto dizer-te já adeus, mas ainda não chegou a altura. Apesar de tudo ainda não me consigo desligar. Por isso é que ainda me magoas. Mas um dia não vou permitir que o faças mais.
Um dia, mãe…
Um dia…

onde estou...


Não sei bem onde devia de estar mas acho que não devia ser bem aqui.
O sol acaricia a minha pele com toda a sua suavidade quando entra pela janela do meu quarto, mas não chega a aquecer o meu coração que continua guardado bem lá fundo, enterrado dentro de mim. O cheiro a mar já não é o suficiente para me fazer sorrir, fechar os olhos, inspirar toda a sua calma e beleza como se me conseguisse apropriar dela… As cores do mundo lá fora já não se reflectem em mim da mesma maneira. Perderam o brilho que só o meu olhar lhes sabia dar. O peso da alma prende-me ao chão e não deixa os meus sonhos vaguearem pelo tempo ou espaço. Não consigo ser mais do que o hoje. E o hoje está triste e cansado pelo tempo que não passa. Porque por mais que faça amanhã volta a ser hoje. Um hoje igual a tantos outros… um hoje onde não existe espaço de manobra para levar a vida em frente… um hoje que insiste em repetir as dores do ontem… um hoje onde o ar é cada vez mais pesado. O meu espírito começa a quebrar porque se recusa a dobrar. É demasiado teimoso, tão orgulhoso, sempre cheio de princípios cujo significado se perdeu no tempo, carregado de convicções criadas no calor do momento como forma de defesa do desconhecido…
Não sei bem onde devia de estar mas acho que não devia ser bem aqui.
O meu pequeno mundo volta a ser o meu útero protector e a criança dentro de mim volta a querer partilhar comigo aquelas lágrimas que tenho recusado derramar e que me afogam em dor. Sinto o calor da voz séria e severa do meu pai mas também o frio dos berros nervosos da minha mãe. Mas no meu mundo só existo eu. Os amigos não passam de vagas recordações numa memória desgastada e guardada numa caixa de cartão que tenho dentro do meu armário. A família desintegrou-se e a cada movimento ameaça partir-se ainda mais, por isso evito tocar-lhe. Mas a solidão não é triste, a solidão não dói assim tanto, não é a solidão que corrói por dentro. Estar só neste meu mundo de quatro paredes caiadas não me isola mas protege-me do que é triste, do que dói, do que realmente corrói por dentro. E o suspiro que sai diz tanto quanto o silêncio do meu olhar.
Não sei bem onde devia estar mas acho que não devia ser bem aqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

another point of view

porque para tudo na vida há varias prespectivas...
e esta é apenas mais uma:
onde eu sou mais do que eu...
onde sou a soma do que quero,
do que sinto,
do que choro,
do que vejo,
do que tenho,
do que digo...

E não é apenas a Isabel Cristina que aqui está...
SOU EU!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

conversas na minha mente

onde foi que o dia começou?

não consegui ver com o nevoeiro denso que pairava na minha cabeça...

onde foi que nos perdemos?

acho que nem sequer estava lá quando nos atingiu a distância do não querer saber mais...

será que ainda tens recordações dos sentimentos partilhados ao sabor da brisa maritima?

talvez hoje sejemos apenas tu e eu, cada um na sua vida, despidos de qualquer passado em comum...

porque insistes em olhar para o futuro?

sabes que estou presa ao presente e que os meus olhos fitam fixamente o chão por onde caminho...

porque gritas o meu nome sem me chamares?

não quero mais ir ao teu encontro e ser apenas a pessoa que desejas...

como foi que os sonhos partilhados morreram?

esqueci-me de tudo e acordei... por mais que feche os olhos já não és tu que preenches os vazios das imagens.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Surgiu o sorriso. Mas inicialmente foi só por cortezia.
Palavras trocadas saídas de bocas desconhecidas mas esfomeadas de aventura.
Lambidelas de um cão apaixonado pelo rapaz alto, moreno e sonolento que apareceu cedo demais para o encontro que não tinha hora marcada.
Conversas banhadas pela sombra que o calor ansiava e embaladas naquele baloiço onde o tempo insistia em abradar a cada segundo.
Os sorrisos passaram a risos de cumplicidade que aproximavam como iman as vontades escondidas dos desconhecidos, embriegando-se um no outro.
As paisagens do rio que serpenteava pelas paredes tentavam limitar os sonhos que surgiam das almas felizes.
E o beijo teimava em não sair por maior que fosse a tensão luxuriosa.
E de cada toque radiava uma energia que percorria a espinha e arrepiava a pele.
E com cada olhar abençoavam o silêncio que os unia e os aproximava.
O sol desceu...
A luz diminuiu...
A hora do adeus chegou...
Sem palavras deixaram a distância separar os seus corpos mas os seus pensamentos já estavam entrelaçados...
E os sorrisos estavam estampados na alma.

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug