Palavras trocadas saídas de bocas desconhecidas mas esfomeadas de aventura.
Lambidelas de um cão apaixonado pelo rapaz alto, moreno e sonolento que apareceu cedo demais para o encontro que não tinha hora marcada.
Conversas banhadas pela sombra que o calor ansiava e embaladas naquele baloiço onde o tempo insistia em abradar a cada segundo.
Os sorrisos passaram a risos de cumplicidade que aproximavam como iman as vontades escondidas dos desconhecidos, embriegando-se um no outro.
As paisagens do rio que serpenteava pelas paredes tentavam limitar os sonhos que surgiam das almas felizes.
E o beijo teimava em não sair por maior que fosse a tensão luxuriosa.
E de cada toque radiava uma energia que percorria a espinha e arrepiava a pele.
E com cada olhar abençoavam o silêncio que os unia e os aproximava.
O sol desceu...
A luz diminuiu...
A hora do adeus chegou...
Sem palavras deixaram a distância separar os seus corpos mas os seus pensamentos já estavam entrelaçados...
E os sorrisos estavam estampados na alma.
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