Os olhos pesam e ardem, querem fechar-se. Mas eu não deixo!
O vento forte abana os estores e a janela. O seu som aflito ao passar assusta.
O rádio ajuda a fazer companhia e a afastar o cansaço fisico.
A luz impede a imaginação de divagar e de encontrar o mundo dos sonhos, onde tudo é possível.
Não quero adormecer!
Não quero sonhar mais!
Estou farta de desilusões.
Estou cansada de mentiras.
Esta não é uma boa noite e dela não sairão bons sonhos... sejam eles cor de rosa, azuis, amarelos, verdes ou de qualquer outra cor.
Sei que o cansaço irá vencer esta batalha pois não posso protelar para sempre o adormecer...
Contudo, se aguentar o suficiente, ficarei tão cansada que nem irei sonhar.
Isso já me basta. Já é meio caminho...
O outro meio é saber que luto e que não aceito de braços cruzados tudo o que acontece. Nem mesmo o mais natural.
Se formos fortes seremos capazes de lutar contra tudo e todos... até contra nós próprios.
Mas é importante sabermos escolher as nossas lutas...
E, enquanto que D. Quixote lutava contra moinhos de vento, eu luto contra os sonhos. Ambos são monstros disfarçados que nos derrubarão mal nos apanhem mais distraídos... (há que ter cuidado)
You have entered my soul... keep in mind that this is me at my truest form.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
PRECISO DE TI
Bate à porta antes de entrar.
Sorri enquanto vais falando elequentemente.
Olha-me nos olhos sem me ignorar.
Preocupa-te com os meus monstros e medos.
Afaga calmamente os meus cabelos.
Enxagua as lágrimas que escaparem da tristeza dos meus olhos.
Afasta os pensamentos negativos com as tuas palavras meigas.
E quando adormecer não te vás embora.
(Podes sair silenciosamente do quarto mas não me abandones neste mar tumultuoso de dúvidas e incertezas)
Onde está a felicidade?
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Consegues lembrar-te onde deixaste a felicidade?
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Será que está perdida ou guardaste-a tão bem que agora nem tu a encontras?
Será que está perdida ou guardaste-a tão bem que agora nem tu a encontras?
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Estará simplesmente pousada em algum lado, abandonada, esquecida?
Estará simplesmente pousada em algum lado, abandonada, esquecida?
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Será que alguém a roubou? Alguma vez conseguirás estar completa sem ela?
Será que alguém a roubou? Alguma vez conseguirás estar completa sem ela?
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O que podes fazer para a encontrar? Será que depende de ti? Haverá alguma coisa que possas fazer?
O que podes fazer para a encontrar? Será que depende de ti? Haverá alguma coisa que possas fazer?
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Passa um segundo e outro e outro e outro. Aumenta a dor e o medo e a tristeza e o desespero. As lagrimas caiem uma após a outra após a outra após a outra após a outra. A depressão instala-se cada vez mais fundo e mais fundo e mais fundo e mais fundo. A dor torna-se ensurdecedora e massacra e massacra e massacra e massacra. O passado pesa no sangue que escorre e engrossa-o, engrossa-o, engrossa-o, engressa-o. As desilusões deixam cicatriz sobre cicatriz sobre cicatriz sobre cicatriz.
O resultado sou eu... o resultado somos nós.
O resultado sou eu... o resultado somos nós.
A chuva bate na minha janela. Ela chama por mim. Mas não, quem me chama és tu. E o que ouço lá fora não é a chuva a cair mas sim as lágrimas carregadas de dúvidas que te escorrem desses olhos verdes. E a escuridão não é culpa da noite, é apenas o reflexo da tua alma massacrada, desamparada, triste. E a tua distância e o teu silêncio causam-me arrepios, fezem-me tremer. Arrefecem-me o corpo. O teu toque corta como o vento gelado. O que te aconteceu para te teres tornado assim? Que dor é essa que pensas ser só tua? E quem ta enterrou tão fundo no teu peito? Porque choras, ó menina triste de Inverno? Porque afastas de ti o calor do meu abraço e a luz do meu olhar? Quando foi que sorriste pela ultima vez? Como foste parar a esse buraco tão fundo e porque é que não pediste ajuda? Agora o peso da tristeza e dor não te deixam flutuar, e é cada vez mais dificil impedir que te afogues. O máximo que posso fazer é extender-te a não mas tens de ser tu a agarrá-la, a salvas-te, a mudares de estação.
...e foi assim...
Queria dizer-te tudo o que vai na minha alma... mas as palavras que existem não chegam para transmitir o que sinto. E foi assim que te dediquei o silêncio.
Queria falar-te na minha dor... mas não me deixei sentir, para evitar dixar-me ir abaixo. E foi assim que partilhei contigo a minha primeira lágrima.
Queria abracar-te com força... mas a distância recusou-se a permitir que fosse fisicamente possível. E foi assim que fechamos os olhos a sentimos o arrepio da união.
Queria sonhar contigo... mas a insónia impediu-me de chegar até ti. E foi assim que me tornei o teu anjo.
Queria falar-te na minha dor... mas não me deixei sentir, para evitar dixar-me ir abaixo. E foi assim que partilhei contigo a minha primeira lágrima.
Queria abracar-te com força... mas a distância recusou-se a permitir que fosse fisicamente possível. E foi assim que fechamos os olhos a sentimos o arrepio da união.
Queria sonhar contigo... mas a insónia impediu-me de chegar até ti. E foi assim que me tornei o teu anjo.
Apenas mais um adeus
Não reconheço em mim o olhar distante e indiferente com que olho para tudo o que me rodeia. Nem conheço as lagrimas que me escorrem pela cara, pelo pescoço e por vezes mais além, quando não sinto nada a não ser este desalento. Sinto o cansaço da alma que reclama as longas horas de solidão não programada e sinto a vontade de desistir de tudo. Recordo a altura qm que reconhecia o meu reflexo no espelho e que sorria para mim propria. Cada vez mais me habituo a estar sozinha. Cada vez mais me habituo a ser só. E já fui a minha melhor amiga, fui durante muitos anos... mas hoje nem isso quero. Hoje quero ir até à ponte D. Luis I e quero ficar a olhar o mar que tantas vezes foi o meu único conforto, a única coisa que me ligava a casa. Quero ficar a olhar para o Rio Douro que tantas lágrimas minhas carregou mas suas águas. Foram tantas que não me admirava que se tivesse tornado salgado com tanta dor que já partilhamos. E quando o sol desaparecesse do horizonte, quando o lusco-fusco deixasse de iluminar o céu, então eu mergulharia nas suas gélidas águas. E esperava que ele me levasse para o mar, esperava ir para casa finalmente... ir para casa de vez. E cessar esta minha existência, eventualmente começar uma nova. Uma que não esta. Estou farta, estou cansada, estou sem fé, quero morrer. Deixem-me morrer, por favor deixem-me desistir, por favor deixem-me ir...
domingo, 11 de fevereiro de 2007
A apatia é um sintoma do que se aproxima...
A dor vai desaparecer... o tempo vai afastá-la... acredita nisso.
As lágrimas vão secar... o tempo vai soprar ligeiramente para acelerar o processo... acredita em mim.
O vazio vai diminuir aos poucos... o tempo vai trazendo outras coisas que irão ajudando a tapar o buraco... acredita que sim.
Tu vais continuar a viver minuto após minuto, hora após hora, dia após dia... o tempo vai encarregar-se disso por ti... acredita que tem de ser.
A saudade não te vai deixar esquecer por completo... o tempo passa e fasta mas não apaga... acredita na tua força.
A raiva e a revolta não virão lá do fundo... o tempo vai fazê-las desaparecer num piscar de olhos... acredita que é verdade.
O perdão pode nunca vir mas mesmo assim peço-o... o tempo é um curadeiro milagroso mas não tanto... acredita que foi melhor assim.
O último beijo deixo-o aqui para o caso de algum dia o quereres... só o tempo conhece o desfecho desta história... acredita.
Mas agora está na hora de virar a última página e fechar o livro... o tempo está a esgotar-se... acredito em tudo o que disse... ADEUS.
GUARDO SEGREDOS DE TI
Guardo segredos de ti...
Há pesadelos que não partilho com ninguém. Há tristezas que só eu conheço. Há lágrimas que nunca ninguém viu. Há pensamentos negativos que não admito ter tido.
O meu lado negro é muito mais escuro do que o que possas pensar. A minha dor é muito mais profunda do que alguma vez possas ter imaginado. A minha alma está manchada de um sangue escuro, espesso e pesado.
Há tanto que não sabes...
Olha dentro de mim. Vem conhecer-me. Mas não mergulhes de cabeça... nunca se sabe o que poderás encontrar. Porque é verdade:
...Eu guardo segredos de ti...
Há pesadelos que não partilho com ninguém. Há tristezas que só eu conheço. Há lágrimas que nunca ninguém viu. Há pensamentos negativos que não admito ter tido.
O meu lado negro é muito mais escuro do que o que possas pensar. A minha dor é muito mais profunda do que alguma vez possas ter imaginado. A minha alma está manchada de um sangue escuro, espesso e pesado.
Há tanto que não sabes...
Olha dentro de mim. Vem conhecer-me. Mas não mergulhes de cabeça... nunca se sabe o que poderás encontrar. Porque é verdade:
...Eu guardo segredos de ti...
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