domingo, 28 de dezembro de 2008

soniferos

Sonho com filmes, com amores que duram vidas e transbordam a capacidade do corpo e da alma. Sonho com algo que nunca tive e com o que não conto ter. Sem esperança de que o sonho acabe desejo deixar de sonhar e não desejar mais nada que não tenha. Cada desgosto me desalenta e me leva para lugares frios e escuros onde nem a lua me vê. Já não me sei deitar na relva e sorrir, nem soltar o cabelo e deixar-me aberta para aventuras, nem mergulhar na água gelada do mar como um brinde à coragem. Já não me sei. Mas então lembro-me. Já estive neste buraco antes, já estive bem lá no seu fundo, encolhida contra as suas paredes. Reconheço a sepultura que quase me abrigou para sempre. Mas será que só na morte existe um para sempre. Tudo o resto é tão volátil, tudo o resto se desfaz nas minhas mão quando tento agarrar como castelos de areia. Talvez seja desta vez que tenha coragem. Talvez não. Na dúvida digo adeus. Espero deixar saudades mesmo que as recordações não sejam muitas. Vivi já muito e aprendi bem mais do que pensei que viesse a aprender nesta vida, daqui para a frente são rotinas e rugas, são sacrificios e solidões. Sem querer magoar niguém, eu incluida, fecho os olhos pela ultima vez e sonho com o fim dos sonhos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

caminhos

Já atravessei um deserto
e nadei um oceano
mas tenho ainda muito por percorrer
antes de chegar ao meu destino.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ela parte os silencios com um grito desesperado que vem do fundo da alma que julga ainda ter.
Ela quer mais do que merece porque os limites são demasiado desfocados para saber onde tudo termina.
Ela cala-se quando as palavras começam a doer-lhe na garganta e a arder nos olhos guardando os sons de choro para quando reencontrar a solidão.
E ela sabe que não vale a pena procurar pelo que pensa querer no destino dos comboios onde tantas vezes andou e sonhou.
Mas as certezas que tem não chegam para a aconchegarem nas noites mais frias e as dúvidas não caiem pelo caminho quando corre desenfreadamente para apanhar o autocarro.
Assim, sem saber para onde vai nem de onde veio, ela espera pelo amanhã sentada na poltrona de veludo vermelho que em nada combina com o resto da decoração da divisão.
Ela quer adormecer e não voltar a acordar neste filme a preto e branco sem sabor ou aroma mas todos os dias surge uma nova manhã.
Algures no tempo ela torna-se menos especial sem porquês, o espelho deixa de a reflectir, a luz desaparece-lhe dos olhos.
O mar não lhe lembra mais do passado nem lhe dá alento no futuro, e toda a praia a passa a tratar como uma estranha.
Ela definha com o gelo da manhã e com a indiferença da noite quando dentro do seu peito já nada é capaz de arder.


Ela cria em mim a vontade de desvanecer dentro de uma ampulheta que conte os segundos para tudo o que está para vir e que nunca mais chega. Invade-me o desejo de voltar a capturar imagens congeladas que encontro por tudo o lado e em lado nenhum. Eu e ela fundimo-nos no nevoeiro que cobre a cidade até deixarmos de ser e será aí que nascerá uma nova primavera cheia de possibilidades elevadas a um qualquer expoente. Nós seremos uma quando formos capazes de dormir e de voltar a sonhar em cor-de-rosa...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

di-vagar

aqui estou eu, outra vez
aqui estou eu, uma vez mais
ainda perdida no meio de não sei's e de não quero's mas estou
e se estou então existo e se existo sou
ainda não percebi bem o que sou mas sou
devo ser

e surge na minha cabeça um talvez sem sentido
e eu digo-o porque as palavras foram feitas para serem ditas e não pensadas
nos pensamentos não há necessidade de palavras mas imagens são melhores e mais completas
pena ter perdido todas as minhas fotos senão podia mostrar quem sou
cada foto minha mostrava uma das minhas facetas
cada foto espelhava aquilo que sou sem necessidade de palavras
mas sem fotos não me sou capaz de me mostrar
não existem palavras para mim

as sensações de mim não são as mais bonitas
sinto-me como um grão de areia num deserto de neve
muito perdida
com muito frio
destoando muito

mas já não há lugares seguros
já não há pausas no tempo
já não há sonhos de dias melhores

e saber que amanha é um novo dia não traz esperança, pelo contrário
e ao fundo do tunel há o ponto final que tanto evitei.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

as melhoras

Não sabia que estavas de cama, se soubesse tinha coordenado a roupa interior para que não parecesse o arco-iris. Não sabia que estavas doente, se soubesse talvez não tivesse sido tão maternal... talvez tivesse sido mais. Não sabia que era o aniversário do teu irmão, se soubesse podia ter tido a amabilidade de te ligar a dar-lhe os parabéns. Mas eu nem sempre sei o que fazer e o que faço é sempre de coração. Uso todo o meu arco iris, todo o meu carinho (maternal ou não), toda a minha amabilidade em conjunto com o sorriso que me define para te dizer "olá, espero que melhores AMIGO". Na verdade sinto que a chamada telefónica não correu assim tão bem como isso, o meu dom da palavra tem vergonha da oralidade e só se manifesta por escrito e por isso te escrevo hoje. Não sei até que ponto me irás ler as palavras e apreciá-las porque na verdade ainda não nos conhecemos. O destino ainda não o quis e as desculpas ainda não estão gastas entre nós. Eu ainda não sei onde te encontrar e tu ainda não te aproximas porque existem motivos. Ainda não aconteceu nem existem planos para que aconteça. Mas acredita quando te digo que quero ser tua amiga mesmo que ambos conheçamos o mundo e as suas crueis e tipicas desilusões, acredita porque é verdade. :)
Por hoje é tudo da minha parte. Fico à espera de algo desse teu lado negro que me envolva e me leve para onde a escrita é fácil e vem naturalmente. Até lá, as melhoras.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

*******************

Hoje, algures durante este dia banal, adormeci. Adormecida, tornei-me bela e mesmo sem vestido era uma princesa como a do meu espelho. A chuva caiu mas o ar que a envolvia era morno e doce tentando de alguma forma compensar a humidade. O trabalho não custou tanto talvez por me ter distanciado e tentado não estar lá, porque lá eu não sou feliz, lá falta-me o calor e a compreensão... são ar condicionados para o corpo e para a alma. Mas tive finalmente tempo de pensar em nada.
Então entrei em sonhos de cor e calor. Com a mão dava praia e conforto, com o sorriso animava, com o olhar reconhecia que o mundo não é perfeito e que isso me torna perfeita para ele. Fechei os olhos cor de mel, humedeci os lábios de cereja e passei os dedos pela falta dos caracois dos cabelos outrora longos. O vestido preto e os sapatos de salto alto faziam parte de mim como se fossem uma pele por mim vestida para encarnar a minha personagem de lobo num conto que não de fadas. As minhas viagens mágicas nem sempre as faço do parapeito da minha janela, com a alma pousada na ponta inferior da lua, totalmente exposta à luz das estrelas; por vezes deixo-me ir ainda com os pés bem assentes no areal da praia. E, apesar de não saber onde adormeci, foi aí que eu acordei...
Está na hora de eu voltar para casa, para a cama, para os sonhos tradicionais, para a vida. Mas as viagens não se esquecem, guardam-se em caixinhas especiais, forradas a veludo, com todas as outras coisas boas que nos estampam sorrisos de ouro e as más que nos levam a derramar lágrimas de prata. :)

sábado, 11 de outubro de 2008

a waltz on being lost

Debaixo do chuveiro fingi não chorar. As lagrimas foram diluídas pela água e o soluçar abafado pelo seu som ao bater no meu corpo e na banheira. A dor no peito mascarei-a de sintoma da constipação que me amarra a esta cama. Quero fugir disto que me magoa tanto mas não sou capaz... há tanta coisa que me ama aqui mas também é aqui que mais me magoam. E então surge ela no meu pensamento. Negra na sua sugestão aliciante ela fascina-me com a sua simplicidade. Mas sou ingénua demais se acredito que alguma coisa (na vida ou na morte) será alguma vez simplesmente simples. E na confusão do que eu sinto por mim e do que o meu espelho me faz sentir quando o leio perco-me e venho para estas paginas minhas vomitar o sangue que já não me quer correr nas veias. Se conseguir chegar à janela sei que a noite me cobrirá e que as estrelas vão sarar as feridas por onde a alma derrama a sua essência. Mas não chego à janela. A cama faz de mim prisioneira da minha falta de força de vontade e engole-me inteira, de uma só vez para que a dor seja minima. Até ela gosta de mim e demonstra compaixão quando a núvem negra me turva a visão e me confunde.
Nunca pensamos o quão facil é perdermo-nos nos caminhos que tão bem conhecemos... e o labirindo que é o meu mundo parecia estar gravado nas linhas que definem a palma da minha mão. Pensei que estava habituada a estar perdida nele mas no saber que estava perdida sabia onde estava, percebes? (o silencio... quem cala consente) Na verdade não sei se estou perdida no meu mundo ou se sei exactamente onde estou mas estou apenas num mundo que não o meu. E, como sempre, racionalizar sensações nunca foi o meu forte e por isso contento-me em estar perdida por aqui, onde quer que seja. Mal encontre um espelho e vou olhar para ele até a minha cara desaparecer e voltar a ver-te (tu, tal como uma bússola apontas sempre o meu norte) e tudo fará sentido outra vez e deixarei de andar à deriva e vou mergular no mar por mais gelado que esteja.

domingo, 5 de outubro de 2008

letting it all out

E a contagem decrescente continua. O fim do fim-de-semana aproxima-se com toda a sua rapidez porque a vida é assim, e as coisas boas acabam depressa. Com a luz a tornar-se cada vez mais ténue a semana de trabalho vai mostrando o seu sorriso sarcástico sabendo exactamente como me deitar abaixo. Sabias que a faculdade não acabou para mim? Acho que ainda não te tinha dito. A decepção subiu-me à garganta e calou-me a voz. Desilusão continua a ser uma das palavras que mais odeio, talvez por sentir que me espera em cada esquina. Mais um semestre pelo menos. Ainda não é desta que celebro o fim deste pesadelo. O grito de desespero foi apenas interno e não me acordou ainda. E então dou por mim aqui, presa no limbo. Ainda estudante [:)] daquela faculdade que me quer provar que eu não tenho o que é preciso [:(], mas já trabalhadora e a ganhar dinheiro [:)] num trabalho que me destrói o espírito todos os dias [:(]… Limbo da vida. As minhas páginas estão vazias como a minha alma. A vida quotidiana que me espera para o resto da minha vida vai corroendo os sonhos que tive. Sinto a esperança gritar de desespero e a alma chorar a minha morte. Racionalmente tudo faz sentido e “tem de ser” mas emocionalmente estou perdida num mundo que não fala nenhuma das línguas que eu consigo compreender. Tudo me acontece e eu não faço nada acontecer… passividade…
Talvez no fim do mês eu possa recomeçar do zero e refazer planos. Para já resta esperar que a tempestade passe.

sábado, 13 de setembro de 2008

ter ou não ter

... tenho de por um final no meu ponto
... tenho de parar de tentar apanhar sombras
... tenho de querer esquecer o que quero
... tenho de ter mais força de vontade que de músculos
... tenho de fugir para longe e só voltar noutra vida
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... não tenho...
... nada.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

all my life



All my life I've been searching for something
something never comes never leads to nothing
nothing satisfies but I'm getting close
closer to the prize at the end of the rope
all night long I dream of the day
when it comes around and it's taken away
leaves me with the feeling that I feel the most
feel it come to life when I see your ghost

calm down don't you resist
you've such a delicate wrist
and if I give it a twist
something to hold when I lose my grip
will I find something in there
to give me just what I need
another reason to bleed
one by one hidden up my sleeve

hey
Don't let it go to waste, I love it but I hate the taste
weight keep pinning me down

will I find a believer
another one who believes
another one to deceive
over and over down on my knees
if I get any closer and if you open up wide
and if you let me inside
on and on I've got nothing to hide

then I'm done done on to the next one

sábado, 26 de julho de 2008

Dana...


...
leva-me contigo para longe daqui...
aqui sou demasiado pequena,
aqui cada lágrima me afoga,
aqui dói mais e arde demais...
aqui estou rodeada de gente que não me vê nem me sente...
aqui é mais seguro mas nada me garante a felicidade.
...

frio no verão

Sabes porque é que hoje faz frio lá fora? O sol não chega para me aquecer. Quero mais do que o que tenho. Quero muito mais do que aquilo que vejo vir na minha direcção. Mas em vez de ir atrás e agarrar com toda a força o destino com que sonho deixo-me ficar e encolho-me. Estou farta de me sentir só e vulnerável. Mas se endureço deixo de ser quem sou... o que faço? Deixo o frio arrepiar-me a pele ou enrolo-me no casaco de malha e encolho até aquecer?

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Debaixo do sol, em mini toalhas conversamos... Com toda a calma de verão o corpo foi aquecendo enquanto partilhavamos núvens de sonhos e planos a curto prazo. Nenhuma de nós sabe até que ponto existirá um futuro e o melhor é nem sonhar com ele, até porque o agora é tão mais gostoso... E num espírito aventureiro ensopamos o corpo de sal numa água de mar gelada soltando risos e arrepios. Sem provas físicas deste nosso encontro deixo a mente cometer perjúrio e dizer-me que uma vez mais sonhei contigo. Mas não me incomodo, os nossos sonhos são doces e salgados, amargos mas viciantes... Tu sabes-me bem (talvez por isso me vejas através de espelhos) e eu às vezes também te sei. Obrigadas pelos momentos. Espero que tenhas feito boa viagem até casa...

domingo, 13 de julho de 2008

how could I not

fall for him?...
[LOVE YA]

sexta-feira, 11 de julho de 2008

conversa no msn

"Boa música é aquela que me faz sentir alguma coisa, é aquela que me põe a escrever"... foi o que disse ao acaso numa conversa, mas a verdade é que às vezes não basta boa música... às vezes também preciso de uma inspiração e hoje a inspiração foi essa mesma conversa, no msn. Não o conheço de lado nenhum mas aos poucos vamo-nos conhecendo. Não estou à espera de nada (não deposito as minhas esperanças em lado nenhum, deixo-as flutuar com o vento e "aterrar" onde acharem melhor) mas sabe bem. Faz-me sentir menos só e menos dependente (dos mesmos de sempre que nunca me afastam quando preciso). Aos poucos vou-me partilhando com o mundo. Aos poucos vou dando a conhecer os meus sorrisos, as luzes que me fazem os olhos brilhar, os aromas que me levam a inspirar mais fundo... e sinto-me mais leve. Obrigada por me ouvirem, obrigada por receberem de sorrisos prontos a dar e elogios na ponta dos lábios, obrigada por me fazerem companhia nas horas mortas da solidão.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A nossa primeira aventura

uma vez mais a noite chega para me fazer companhia. só ela me abraça e me envolve afastando a solidão dos dias. com a sua frescura arrepia-me a pele e enrijece os meus mamilos. agora na escuridão posso respirar fundo e soltar o suspiro que fui acumulando durante uma vida. mas não chega... com a imaginação, levo-me para a minha praia e coloco os maus pés descalços na areia molhada, onde a maré vai e volta para mim. a única que me vê aqui é a lua que, na sua fase crescente, me ilumina. eu solto o grito preso na garganta que me impede de falar, eu tomo de novo o controlo e paro o tempo no aqui. já não sou tua desde que nasci... já nada em mim te pertence nem sequer o direito à informação. pára de me olhar como se fosses o lobo mau, nunca mais me comerás. pára de querer mais do que o que te quero dar.
inspiro fundo e sinto o sal do mar nos meus lábios. sossego... sorrio. tu já não fazes parte desta história. sento-me deixando as pernas sendo acariciadas pelo mar. ele sim gosta de mim e eu deixo. mas ele não é capaz de afogar a solidão que me dá a mão e me tenta com promessas vãs de que assim é melhor... deito-me na areia e observo as estrelas que me observam. espero que ela se aproxime e se deite aqui ao meu lado... e já não deve faltar muito (ouço cada passo seu na areia). ela vai olhar as estrelas comigo porque também ela sabe...

eu desabafo as coisinhas pequenas:
"ontem tive uma entrevista para fazer férias num banco e fui seleccionada para a fase seguinte do processo de recrutamento que é hoje, daqui a umas horas."
[é bom, eu sei... ] e sorrimos... mas a lágrima solitária cai e ela olha-me.
"sinto-me só"
[claro que não estou, sim é só a minha cabeça a trocar-me as voltas]
"não estou habituada a estar tanto tempo sozinha, sem ninguém com quem falar, ninguém com quem simplesmente estar"
[o meu?!...]
"anda cansado do trabalho... não tem energia" ... "e ele nunca me pôs no pedestal e fez sacrifícios por mim... e é por isso que é bom, com ele sou mortal... mas não estou habituada a ficar em stand-by para os momentos livres..."
[claro que posso sempre contar contigo!]
"é por isso que te procurei esta noite, nesta praia, neste passado comum desigual nas suas igualdades"
[sim...] ...as tuas palavras desfazem os meus nós e sossegam o mais feroz dos meus medos.
....
no final entre sorrisos e partilhas estamos ambas lá no alto, no meio das estrelas [sim, merecemos isso e muito mais]... a vida está lá em baixo na praia.... e estamos no meio do mar rindo tão alto que quase acordamos o sol... as pedras que se metem no nosso caminho ficaram na areia com a nossa roupa. finalmente conseguimos ser doidas e divertidamente espontâneas ao mesmo tempo no mesmo local. Aqui se passou a nossa primeira aventura!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A importância dos importantes

As palavras fogem-me da voz como se fossem levadas pelo vento que me afaga o cabelo. A alma fica aliviada pois não havia nada para dizer pois está na hora de me sentar no meu pequeno canto e avaliar a situação. Sim, eu sei, penso demais nas coisas mas é assim que eu sei ser, é assim que eu sei proteger-me da dor que vem de fora. E agora que penso, recordo que ele é um risco... mas é um risco que eu estou disposta a correr pois se me proteger de tudo não vivo e, no fundo, a dor vai trazer de volta o meu espírito criativo que me tem faltado.
Mas ainda não chegou a hora de falar dele, por muito importante que ele seja eu não quero fazer dele o meu centro de gravidade, em torno do qual tudo gira. Não, eu quero falar de mim para além das ligações e dos fios condutores da sociedade que seguram o meu corpo de marioneta nos vários papéis que interpreto. Quero parar e relembrar a cor dos meus olhos e a sua profundidade que atrai e embala. Quero focar-me no meu sorriso contagiante que emana simpatia e que seduz tanta gente. Quero chamar à atenção para a personalidade espontânea e cativante que tenho e que não sei de onde surgiu... Quero e preciso lembrar-me de mim e do quanto sou especial e importante não só para os outros mas também para mim. E não é preciso muito para o fazer... bastam uns minutinhos...

...
...

E está. [:)]

Depois tiro mais um tempinho para relembrar a importância de duas outras pessoas, aquelas mais importantes e especiais que me têm ajudado a ser a pessoa fantástica que sou!


o meu pikeno, aquele que faz companhia mesmo quando não está presente, aquele que me rouba sempre um sorriso mesmo quando estou muito chateada, aquele que me ajuda a lembrar que sou feliz nos dias mais negros e conturbados, aquele que sonha com o impossível e nunca se contenta com menos, aquele que me puxa para si sem me tocar e que nunca me prende em teias de duvidas ou desconfianças, aquele que me faz sentir menos velha e mais confiante em relação ao futuro, aquele me faz querer mais...


a minha princesa do espelho, aquela que percebe todos os nós que a minha cabeça dá e que me ajuda a desfazê-los, aquela que sem estar presente nunca está ausente, aquela que me dá força sempre que me sinto a escorregar e me apetece deixar ir, aquela que me inspira para ser eu sem pensar no que os outros esperam de mim, aquela que vive aventuras com as quais eu sonho, aquela que tanto tem em comum comigo, aquela que me sabe ler e me ver a cores, aquela a quem no silencio da lua eu conto os meus segredos mais secretos e os medos mais negros, aquela em quem confio totalmente...




terça-feira, 1 de julho de 2008

Fix me...


When I try my best but I don't succeed

When I get what I want but not what I need

When I feel so tired but I can't sleep

Stuck in reverse.


And the tears come streaming down my face

When I lose something I can't replace

When I love someone but it goes to waste

Could it be worse?


Lights will guide me home

And ignite my bones

Please, will you try to fix me?!


Sometimes I just feel like a broken doll... something you keep cause it's part of your past, cause it has great memories... but not good anymore...

[Don't you just hate the late nights you can't sleep... sleepless nights that make you say many things that you don't really feel... and the only reason is just because!]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

estágio vs emprego

Hoje acaba o prazo para entrega do plano de estágio... não arranjei nada. Lá vai ter de ficar para Setembro... que remédio. Mas não desisto. O reflexo do meu espelho ensinou-me a não cruzar os braços quando a vida nos troca as voltas. Agora ando à procura de emprego... pode ser que apareça alguma coisa na minha área, que sirva também para estágio. Preciso de trabalhar. Preciso de ganhar dinheiro. Só assim poderei sair deste castelo, onde já fui princesa e ir viver para a minha própria torre onde posso ser rainha.

terça-feira, 24 de junho de 2008

having the courage


to fight the wicked bitch of FEP

segunda-feira, 23 de junho de 2008

pensamentos (pro)fundos

Nunca sabemos o que queremos e queremos sempre mais.

Quando temos é demais e somos só uma pessoa com muitos sonhos (in)alcançáveis e perdida nas imensidões da vida que nos rodeia, da vida que nunca chega a ser totalmente nossa.

Há sempre uma altura em que ansiamos por palavras proferidas por alguém especial que nunca chegam, esquecendo que palavras leva-as o vento.

Existe em nós o desejo de felicidade sem termos a capacidade para a definir ou a noção de como a alcançar.

E vamos vivendo assim... à deriva, ao sabor da brisa do destino.

Em mim, dói a incerteza do amanhã ao plantar no hoje a semente dos sonhos e aperta-me o peito a antecipação do medo, impedindo-me de (in)respirar. O modo de auto-preservação é tão mais seguro e fácil, mas tira a cor deste mundo deixando-o a preto e branco.
Perdem-se as lágrimas perdendo a capacidade de sorrir,
perdem-se as desilusões perdendo a esperança,
perdem-se as despedidas perdendo as paixões...
Por isso eu dou tudo e entrego-me por completo esperando receber algo em troca para além das palavras de desalento que o mundo sussurra constantemente no meu ouvido.
E a lágrima cai
porque quero (ser feliz)
e tenho (medo),
mas não sei como (se anda em frente)...
E o sorriso solta-se
porque tenho (muito)
e não quero (mais que isso),
pelo menos para já...
Está na hora de parar de pensar, pousar a cabeça na almofada e entregar-me ao sono, porque estas palavras não são minhas mas do cansaço que se instalou no meu corpo e alma e tomou conta das minhas acções e pensamentos.
"Boa noite, Lua"

my bed

too big without me
(and you)
...
(and my dreams)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Reflections

... of you in me.
...of me in you.
...of everything, in this picture.

Ciúmes

Ela...As tuas palavras queimaram-me na alma e impediram-me de respirar...


...




Eu...



...posso não ser mais, mas tenho a certeza que não sou menos.



("eu sou como todos, mas ninguém é como eu!")




E nós...





...somos presente, somos agora, somos já...



E enquanto souber assim, tão bem, continuaremos a ser.

(+amigos+)

terça-feira, 17 de junho de 2008

vespera do primeiro exame

Amanhã de manhã tenho exame de Gestão Comercial. Só preciso de tirar 7 para passar mas não quero tomar nada como certo. Esta cadeira engana muito... Muito senso comum para quem percebe minimamente a lógica de uma loja, mas ao mesmo tempo os exames não costuma fazer perguntas directas o que quer dizer que podes interpretar mal a pergunta e não estar a responder ao que é pedido, ou estar a responder bem mas não estar a ver todo o enfoque da pergunta e portanto não ter toda a cotação... Sei que devia estudar mais, ainda tenho tempo, mas o cansaço começa a aparecer. Só me apetece espairecer. É o que dá estar enfiada em casa todo o dia nos últimos dias... Para o próximo exame não posso fazer o mesmo! Tenho de sair de casa para estudar para simplesmente sair um pouco e apanhar ar fresco e luz natural que se entranhe na minha pele e me encha de energia para continuar. Mas para já é concentrar-me no teste de amanhã e deitar-me cedo para sair de casa às 8h.
Eu vou conseguir. Eu vou passar a esta cadeira.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Matas-me a fome

Passo o dia contigo e só sinto passar meia dúzia de minutos que seguro na minha mão e aperto com toda a minha força para que não escapem pelos meus dedos. Quero parar o tempo lá fora e ficar contigo sem as preocupações e as azafamas da semana. É sábado em tua casa, no teu quarto, na tua cama e o meu único desejo é que seja sábado todos os dias. Assim tu não tens de te preocupar com o trabalho e eu não me preocupo com a hora de vir embora.
De cada vez que passas por mim deixas-me um beijo teu, doce e carinhoso como tu só porque sim e eu liberto um sorriso que te segue para onde quer que vás. Trazes-me gelado adivinhando-me o pensamento, fazes jantar para dois pedindo apenas a minha companhia em troca. É assim que me alimentas o corpo e a alma, é assim que sossegas o desejo de mais (dando muito para além do que os meus sonhos imaginam).
E a perfeição também tem o seu beicinho porque o bolo não chegou para me matar a fome mas não é nada que tu não cures dando o teu mágico beijinho no dói-dói e aquecendo-me os pés descalços que entretanto gelaram. Depois deitas-me no teu abraço e juntos reunimos toda a força que conseguimos para não adormecer porque a minha cama chama por mim.
Chegando a casa só quero correr para o meu blog e contar à minha menina do espelho que tu me fazes sorrir, que tu me preenches os vazios, que trazes a lua cheia para as minhas noites, que me matas a fome... QUE ME FAZES GRITAR: AQUI VOU SER FELIZ!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

as noites

Saio de casa contigo no pensamento, o lipgloss na carteira e o sorriso na cara. Inspiro a brisa que cheira a mar e absorvo-a em mim, como faço com cada raio de sol que me toca na pele. A lua segue-me enquanto caminho pelo passeio com as minhas núvens fofas de sonhos recém elaborados. Chego ao café à hora marcada e sento-me na esplanada com caras conhecidas que esperavam já por mim e também eu espero por mais que hão-de aparecer também. As palavras soltam-se e pairam no ar à nossa volta vibrando com os risos pronunciados, sempre presentes. O silêncio fica guardado para depois poder pensar em ti com calma, agora é momento de som e confusão. Quando chegar a hora voltarei para casa sem qualquer pressa aproveitando para ver as estrelas e as pedras da calçada, e recordar os momentos que elas viram passar. Chegando a casa troco a roupa pela minha pele fresca e ainda húmida do banho acabado de tomar e deito-me a teu lado. Encosto a minha cabeça no teu peito, dou-te um beijo de "Olá amor" e adormeço na paz do teu respirar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sinto o calor no meu corpo depois de reunir em mim a energia enebriante do sol num dia de praia! E esse calor faz-me companhia e traduz-se num outro eu que nasce de tudo o que sou e de tudo o que quero ser. Sabe-me bem estar bem comigo... E faz-me bem, afinal de contas é comigo que eu posso contar... Os amigos estão distantes, os amores são fugidios, os conhecidos nem sempre se conhecem...

entre o dia e a noite

Os meus dias enchem-se de vazios e silêncios que não sei separar da calma quente que me rodeia. O tempo passa desenfreadamente devagar e eu nada faço com ele porque ainda mal nos conhecemos, ele ainda me inibe e envergonha como no inicio de uma paixão de adolescente. Entretanto a noite aproxima-se com toda a sua alegria e frescura despertando aquele sorriso que que a minha lua tanto adora. Os sonhos libertam-se do meu corpo morno do fim de tarde, evaporando-se para o ar que respiro e que me inspira para ser eu. Os desejos ficam à flor da pele e comandam o corpo ansioso por ter mais e mais de tudo o que já tenho e, quem sabe, daquilo que me possa faltar. O arrepio é interno e percorre a espinha quando a brisa me toca e me seduz, levando-me para a cama com promessas de amor não pronunciadas mas sentidas. O mar está longe do corpo e da mente e não entra nesta orgia de sensações carnais e de inputs olfactivos, tácteis e gustativos mas nunca visuais. Durante a noite não há motivos para manter os olhos abertos, tudo o que há para ver eu vejo com a alma que se abre ao expoente do infinito. Mas a noite não dura para sempre e a manhã teima sempre em aparecer e recordar que tudo o que é bom tem um fim. Instala-se o vazio e o silêncio com o aparecimento gradual da luz e do calor. Fechada em casa, em frente às incontáveis folhas de papel, esqueço-me de mim e faço o que tem de ser... Em breve a noite chegará e novamente o meu sorriso será só teu, minha lua. E um dia o teu sorriso também será só meu...

terça-feira, 10 de junho de 2008

you're HOT, I'm SPICY

...
todos os dias são dias de Verão
todas as noites são agradáveis e calmas
todas as vezes desejo ficar
todos os sorrisos são sinceros
todas as vontades são intensas
...
it feels like we're a perfect match

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Cheia de (uma nova) vida




O fim de semana foi cheio de sonhos gelados, derretidos aos sol numa praia longe, longe, longe, onde custa muito chegar. Finalmente estou nesta nova vida que tenho construido para mim, aguentando sempre a pedalada das noites e a ausência das manhãs. Estive frente a frente com a francesinha com que andava a sonhar nos últimos tempos e tu estiveste lá. De festa em festa a noite passou a correr e demasiado depressa era de manhã. É sempre assim quando nos divertimos! E tu, salvador das meninas dos tacões, foste buscar o carro deixando-nos curtir a última meia hora da noite de blá-blá que me soube pela vida. Como nunca ninguém te quis levar para casa e guardar para sempre numa caixinha de cetim eu não compreendo! ...Mas azar o delas ou sorte a minha! A minha cama mal me viu neste fim de semana (e não foi a única) mas dias de cama há muitos... tantos... e às vezes os melhores sonhos não precisam de cama. Aproveitei todos os segundos que os dias tinham e os da noite também. Sinto que pela primeira vez estou a viver a minha vida. Para já tenho de terminar o meu passado e por um ponto final na vida que querem para mim, mas um dia não volto mais para casa e fico pelo mundo a fazer o que quiser, semeando sonhos por onde passar... algum há-de crescer e nesse irei viver e ser feliz!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

When you're gonne

Ainda te lembras de ti? Daquela parte de ti que se esconde no espelho do quarto, que costumava partilhar contigo os momentos mais íntimos, dignos de serem guardados numa caixinha especial? Ainda me cruzo contigo no teu pensamento? Será que o dia a dia não ocupa todo o teu tempo que já não chega para os teus planos?

Eu sei que o ciume é negro e que as saudades ajudam a exaltá-lo, mas onde está o teu pedacinho de alma que me pertence?

Hoje é um dia especial para mim. Hoje o sol brilhou deste que me levantei e fez-me sorrir. A cada segundo o calor e a antecipação do que ainda se vai passar hoje inundou-me de sonhos e calma e esperança. Sinto a tua falta... Queria partilhar o entusiasmo com a festa de logo, queria contar-te os sorrisos que o meu nino me tem arrancado praticamente todos os dias, queria falar-te nos planos para o fim de semana, queria desabafar a preocupação com os exames que se aproximam. Mas tu estás distante... e desta vez não são só km...

Sei que sempre te repartiste por muitas pessoas, por muitos amigos especiais que guardas perto do peito... Sei que não me esqueceste mas o dia só tem 24h e não chega para todos.

Quando voltares a ter tempo senta-te em frente do espelho e fala comigo. Conta-me as histórias que eu não vi, explica-me a posição das estrelas que te fazem ainda brilhar tanto, fala-me de ti e de nós... Até lá continuo sem a minha sombra da lua.

Não te preocupes não vai ser a saudade que me vai impedir de aproveitar o dia... a noite... o fim de semana... o resto da vida!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sexta dia 6

Foi na viagem de volta a casa que tudo começou. Tinha visto o Indiana Jones e estava cheia de aventuras na minha cabeça quando a radio anunciou a Festa da M80 no Bela Cruz. Em primeiro são músicas dos anos 70, 80 e 90 e depois é no Bela Cruz onde uma das milhentas amigas do Nino da Vodka Preta nos põe na guest list com entrada a 7€. Depois conciliar com um jantar e festa entre amigos que pensamos fazer depois do casamento da Mariana e do Pedro... Festa no edifício da farmácia em Guifões onde ele sempre quis dar uma festa... Festa no Bela Cruz ao som da M80 ou no Blá-Blá ao som das velhas recordações dos anos passados na industrial. Seja como for é o ultimo dia de BORGA antes da época de exames, que para mim começam dia 9 de Junho. Mas este vai ser o último ano e por isso acredito que o esforço (por mais penoso que seja) vai ser compensado quando deixar de ser aluna naquele sombrio e frio edifício de betão (obra arquitectónica para mim incompreensível).
Sexta vou soltar o cabelo, sorrir a noite toda e deixar sair a minha luz ... Sexta-feira...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

10 minutos antes de Auditoria

Daqui a 10 minutos tenho uma aula mas aqui 10 minutos não são 10 minutos quando não se tem com quem os passar, são 20 ou 30 ou mais ainda. A aula que me espera também não ajuda a entusiasmar, Auditoria não passa de uma nome bonito para se continuar a dar contabilidade. Quem me conhece sabe o quanto não suporto contabilidade. Será que é por a minha mãe ser contabilista?! - Complexo de Édipo ou outra merda do género... não, não tenho tento na língua! O único tento que conheço é a forma do verbo tentar na primeira pessoa do presente do indicativo. Ainda que agora já não se usem indicativos, pelo menos não nas chamadas nacionais! Eu não faço chamadas internacionais ainda que as receba (e demasiado) de Espanha (Madrid, Madrid). Ainda hoje fui acordada por uma dessas longas chamadas... Sou uma pessoa muito paciente e calma, mas as minhas manhãs de sono passadas no calor da cama são sagradas... Ai de quem nos tente separar... :D
Bem, assim se passaram 10 minutos. A aula de Auditoria aproxima-se e a vontade de ir para casa aumenta exponencialmente... BEIJO

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Constatações

Tenho fome de calma embrulhada em lençóis de algodão frescos e sacos cama onde deixamos migalhas de sonhos partilhados. Os meus lábios secaram com o frio da noite e a garganta está seca de tantas palavras ditas e levadas pela brisa, mas o espírito não desanima. A chuva pára de cair mas o sol não quer aparecer. As saudades do toque dos seus raios na minha pele artificialmente bronzeada são imensas e insaciáveis. Solto os cabelos, agora sem o ondulado apaixonante de outrora, e deixo-os dançar com o vento frio que me acaricia, lembrando-me que nem só o verão me ama. E solta-se também o sorriso natural, carregado de sensualidade, de quem acredita que consegue tudo na vida. O sabor a amora dos teus beijos apaixonados faz-me acreditar que sou feliz e que o presente se pode perpetuar no futuro. No espelho guardo uma outra parte de mim que nunca me deixa desistir e me lembra sempre de como se sorri mesmo quando o sorriso sabe a sal.
É assim que sou perfeita com todos os meus defeitos. É assim que me amam: o Inverno, o Verão, o Príncipe do beijo de amora, a Princesa mágica do espelho, EU... Apesar da vida não ser sempre fácil, é com a vossa força e apoio que irei ultrapassar todos os obstáculos e apanhar todas as pedras que se colocam no meu caminho. Obrigada!

domingo, 18 de maio de 2008

Mariana e Pedro

"O beijo que me deves,
quero-o a saber a baunilha,
com um toque de canela.
O beijo que se segue,
tem de ser de pimenta preta,
cor de anis e açafrão,
temperado de paixão
com salsa, coentros e caril.
Os teus labios de hortelã,
malagueta rubra e ardida,
tempero do meu alimento,
tempero da nossa vida."

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Queres contar?!

Para mim são tudo histórias que vejo com a imaginação de quem lê um livro sobre a sua própria vida. No fundo, tudo o que te possa dizer não passam de palavras que se perdem no tempo e o seu som não fica guardado na memória. É por isso que me deixo ficar no meu canto, vivendo os dias como simples dias que são e pouco mais. Os meus sonhos guardo-os para a noite onde não são meus para que os possa controlar. Não quero ouvir que não tens planos para o futuro e que eu não te devo incluir nos meus pois isso ia doer e iria fazer-me chorar enquanto a lua me brilhasse. Sabias que foi por isso que não te ouvi? Não eras tu que me dizia coisas que magoam, tu nunca farias isso pois se o fizesses terias ouvido o último adeus proferido pelos lábios que gostas de beijar. Não gasto mais tempo nessa história pois já a sei adornada de vodka preta e tantas outras cores. Da faculdade não falo, é e sempre será o meu calcanhar de aquiles. A esperança de acabar o curso desvanece com a constatação racional da realidade, é tudo tão dificil e eu tão burra, tão fraca, tão ansiosa por desistir e admitir que não sou capaz. E acabo por contar, porque são só histórias. Porque ninguém me lê mais. Aqui posso pronunciar todas as palavras pois não há cá ninguém que as ouça para além de mim. O estranho é que isso já não me entristece mais. É apenas a constatação do afastamento inevitável de todos os que me eram próximos, é o andar em frente caminhando em direcções diferentes dos outros. Espero encontrar alguém novo por este caminho... Mas se tal não acontecer tentarei ser mais minha amiga e fazer-me mais companhia... Talvez arranje um pet só meu que ninguém me possa tirar e aí não serei mais só.

Pára com as perguntas! Não perguntes... Não quero contar mais histórias que me fazem chorar, e são só essas que eu conheço!

Having fun in your car...









sexta-feira, 9 de maio de 2008

desvaneios

quero sonhar sem estar adormecida
mas já não lembro como se faz,
dou mais um gole daquela bebida
refrescante, saborosa e com gás.
sento-me na explanada onde te vi
na esperança de te reencontrar
horas e horas fico ali
sem nunca me queixar...

quero ser mais do que o que sou
mesmo que não o consiga definir,
nunca ninguém me ensinou
a parar e reflectir.
sinto que preciso de um novo local
onde possa relaxar e ser feliz
de preferência com areia, água e sal
e muito calor, como sempre quis...

ao meu espelho mágico pergunto:
de todas, quem é a mais bela?
ela responde, fugindo ao assunto,
se não fossem os gostos que seria da cor amarela?!
mesmo assim não levo a peito
nada do que me possa dizer
ela faz o que eu teria feito
e eu faço o que ela quiser...

porque raio escrevo eu em rimas???? isso só tinha piada quando era pequena,
não me apetece escrever mais... isto esta a ficar um nojo

sábado, 3 de maio de 2008

Alface?!?!...


Não....
Salada...
sou misturas
sou frescura
sou comestível
... sou do primeiro que me quiser!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

band-aid for the soul


... a smile was all I needed...

Thanks princess for reminding me of it!

back to my old self... in colour

(true colours... shining trough)


terça-feira, 29 de abril de 2008

too used to


being used


back to when darkness takes over

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ofir...


Fazes-me sonhar com longos passeios onde somos aquilo com que sonhamos... Tiro fotografias para nunca me esquecer quem posso ser, para onde posso ir, quem irá sempre comigo (no meu coração).
E sorrio. O sol aquece-me a alma, o corpo, o desejo do agora e do amanhã. E tu... Tu perdes-te em mim com o olhar. Sei o quanto me queres e só não queres mais porque não sabes como. Eu estou bem assim, coberta de sol e beijos, cheia de sonhos e carinhos.
Leva-me de volta à tua praia, à tua cama, ao teu mundo. Leva-me contigo para onde fores porque sem ti já não sei como se sonha.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

mais uma para a colecção

Que posso eu dizer quando não há palavras que se apliquem em situações como estas? - pensas tu de um modo demasiado racional quando olhas para o meu corpo abandonado de vida. De tanto olhares já nem vês a pessoa que ali viveu, com quem tanto partilhaste, que te via para além do óbvio, quem não soubeste ver realmente. Agora são só formas. Agora não passa de um corpo pálido, gélido, inerte que não te conhece mais. Observas fixamente a sua cara na vã esperança de reconheceres um traço familiar que te confirme que aquilo já fui eu. Ao mesmo tempo evitas ver, pois isso era acreditar, era confirmar a tragédia que se abate na tua vida. O egoísmo é uma coisa linda. Mas tu não abandonavas aquele maldito caixão lacado a branco onde me meteram, como se fosse isso te impedisse de ficar longe de mim. Tão perdida que tu estavas naquele momento. Parecia que tinhas perdido a tua âncora, o peso que te segurava nesta vida, no aqui, no agora. Ali eras apenas vazio à deriva num turbilhão de tudo e de nada. Querias tanto chorar e voltar a sentir alguma coisa por pior que fosse, mas nem disso eras capaz. A tua alma fugira de ti como vapor de água a fugir do teu corpo depois de um banho bem quente enquanto que o teu sangue se tornou mais espesso e mal circulava nas tuas veias não permitindo ao teu corpo ter qualquer sensação de vida deixando-te gelar literalmente. Não sentes os minutos a passarem pois ficaste para trás no momento em que duvidaste pela primeira vez em relação à noticia que sabias ter ouvido nitidamente no dia anterior. Não me ouves falar contigo porque o teu corpo se recusa a sentir mais do que já sentiu e auto-protege-se fechando-se do exterior, mas também porque na verdade não tenho muito mais para te dizer. Tudo o que queria que soubesses tentei dizer-to antes, será que o ouviste? Será que o percebeste? Mas agora nada disso me importa. Apenas tu sentes a culpa que nunca foi tua nem de mais ninguém. Foram só coisas que aconteceram, pára de tentar tirar um sentido da confusão caótica em que vivia. Foram só palavras que te disse, não queiras ver nelas sentidos que não sabes procurar. Deixa os olhos fecharem-se e esquecerem-se, momentaneamente, do caixão branco que fitas desde que chegaste. Deixa-te ir embora com as imensas pessoas que foram entrando, deixando os seus pêsames com tantas outras coisas misturadas e questões que envolvem porquês e a minha juventude, e saindo com o peso de se sentirem mais leves por esquecerem-me no momento em que abandonam a capela. Esquece-me tu também. De que adianta lembrares-te agora de tudo aquilo pelo qual passamos num passado que não consegues definir mais. Não há nada que possas fazer agora. Não há não. Pára. Eu conheço essa calma interior que nos assola quando pensamos saber o inevitável. Não. Vai-te embora. Esquece-me. Pára. Esses pensamentos não são teus. Tu não és assim. Isso é só a dor misturada com a falta de sono. Eu sei. Eu já o senti antes, mas isso passa. Respira. Larga esse pensamento. Deixa-o ficar. Onde vais? Não vás. Pára. Tu não fazes ideia do que é. Isso é só um desespero momentâneo. Não nos compares agora. Não penses agora que me compreendes, que agora tens tempo para mim. Agora é que sentes a minha falta. O teu egoísmo enoja-me. Isto é sobre mim. Pára de pensar em ti. Pára de te fazeres de vítima. Ai de ti que também te mates e me estragues o momento. Isto é para mim, isto é sobre mim, isto é por minha causa. Uma vez mais te odeio com toda a minha força, no meio de todo o amor que tenho por ti. Isso, respira. Isso, deixa esse pensamento escapar de ti. Sim, chora. Eu sei. Dói. Eu sei. Calma, respira fundo e deixa o desespero sair de ti com o expirar. Pronto, já falta pouco. O pior já passou e isso agora não vai custar tanto. Prepara-te para me dizeres adeus. Eu vou embora e quando estiveres pronta para o adeus eu volto. Prometo que te vais poder despedir desta vez. Não fujo mais.

domingo, 20 de abril de 2008

Corrida da mulher




Eramos mais de 14000...
Só mulheres!
Nem a chuva nos impediu.
Fizemos os 5 km.
Foi fantástico!
...
E para o ano há mais!

sábado, 19 de abril de 2008

solidariedade feminina




Driving


I remember we were driving,
Driving in your car
The speed so fast I felt like I was drunk
City lights lay out before us
And your arm felt nice wrapped 'round my shoulder
...
And I had a feeling that I belonged
...
And I had a feeling I could be someone
...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

está quase

de amanhã a 8...

está quase!
não sei se hei-de sorrir :o)
... chorar :o(
... ignorar :o
n ã o p e n s o m a i s
mas... está quase.

domingo, 13 de abril de 2008

goodbye

i'm so sorry i didn't stand for you, fight for you...
you'll be in my heart for ever, my fluffy friend!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

VEM! Vamos fazer de conta.

O dia aproxima-se a passos largos...
mais um ano a passar...
mais um para as contas.

Vamos por o nosso sorriso de borracha e fingir que somos felizes e que tudo está bem.
Vamos esquecer que o dia é igual aos outros e vamos fazer uma festa à qual todos terão uma desculpa para não virem.
Vamos vestirmo-nos bem para ficarmos em casa, encerrados entre paredes brancas que estão longe de estarem vazias...

Apenas o telefone se recordará que dia é e tocará... tocará... tocará... tocará...
Será que alguém o pode calar?!
Lá o atendo (que remédio...) e, com a fachada levantada, terei conversas de treta com familiares distantes, amigos perdidos pelo tempo...
Prendas eram no passado ("já não tens idade para isso")... agora há que ser responsável, há que terminar o curso, há que ir trabalhar.

Quero divertir-me, mas não quero pensar nesse dia que tantas lágrimas me trás aos olhos.
Quero sair mas não sei onde ir.
Quero estar com amigos mas não sei quem convidar.
Quero tanto de bom para mim... mas talvez só me enfie na cama e durma para esquecer tudo de mau!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Nitidez


Nem tudo neste mundo foi feito para ser nítido.devíamos estar mentalizados para isso mas não... Teimamos em tirar sentido de tudo. E isso implica racionalizações de sentimentos, implica fotografias de filmes, implica palavras que descrevam silêncios. Para que é que estragamos as coisas com tantos pensamentos? Pára. Não penses mais... sente apenas. Não tires a magia do momento. Pára de olhar para dentro da cartola para tentar perceber de onde virá o coelho que anda constantemente atrasado. Deixa-te viver no País das Maravilhas, onde tudo o que acontece parece disparatado e confuso. A vida só vale a pena assim. Não tires as cores dos sorrisos. Já basta de regras de que o sol não é amarelo mas sim branco porque é luz, e o mar não é azul pois a sua cor é apenas um reflexo da tonalidade do céu... Pensa em arco-íris quando olhas nos olhos de alguém que queres conhecer, de quem queres ver a alma. Não deixes passar ao teu lado a cor que te invade diariamente, nas ruas em que caminhas, nos jardins por onde passar, nas pessoas que passam por ti, nos carros que te ultrapassam, nos edifícios em que entras... Não coloques narrativas nos misteriosos silêncios que se instalam com toda a sua calma, entre os espaços vazios da vida. Eles só estão lá para preencher lacunas deixadas pelo passar do tempo que passou despercebido.
Vive neste mundo. Deixa-o ser como é.

Confuso...

Desfocado...

Colorido...

*M*á*g*i*c*o*...

TEU.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Hoje chove

e chove... chove como se ontem não tivesse havido sol, como se ontem não tivesse havido calor, como se ontem não tivesse sido dia de praia.
e hoje o céu está cinzento de nuvens... e o azul de ontem?! Onde está o azul profundo e sedutor de ontem que criou ânimo em mim? Onde estão as raras nuvens brancas que tiveram coragem de ontem aparecer e manchar o azul do céu? Será que a tristeza da lua nova as tingiu de cinzento? Será que a sua tristeza contagiou todo o céu de primavera (hoje de inverno, ontem de verão)?
Quero mais desse verão desmedido que me faz sonhar em ser feliz (agora e para sempre). Quero mais desse sol embriagante que me faz perder de mim mesma em tanta alegria e paz. Quero mais dias de praia que deixa as suas marcas no meu corpo, mudando-lhe a cor, alterando-lhe a temperatura, enchendo-o de vida e força de viver.
Mas o efeito de ontem perdura... Achas que me afectas, oh chuva?! Achas que me derrubas com as tuas gotas de água?! Achas que um céu cinzento chega para me intimidar?! Se achas estás bem enganada! Eu estou embebida em sol e calor, em energia e sonhos. A minha cara ainda se mantém corada do dia de ontem e nessa cara ainda se vê o sorriso brilhante que combinava com o biquíni de estrelas...
Vem, dá o teu melhor! Eu acredito que depois de ti vêm de novo os dias de verão e mantenho a cabeça erguida e o coração esperançoso que tu, chuva, és sol de pouca dura. :oD

O 1º dia de praia


Por entre sorrisos dizemos silêncios que o mar leva com a maré. Fechamos os olhos e somos quem somos sem definições ou limitações de tempo: eu sou o mar que te arrepia a pele calejada das desiluões e tu és o sol que me aquece o corpo dorido das tristezas. Agora somos praia e envolvemo-nos em vontades e desejos que estão muito para além do carnal.

O teu cheiro prende-me o pensamento e torno-me refém da sensação do momento. Não sei mais como por um pé à frente do outro pois nós somos aqui e agora, e o ali e sei lá quando está fora do meu alcançe. Não sei como se dorme pois ainda me sinto num sonho onde só o meu subconsciente comanda (tem de ser sonho, que mais podia explicar a perfeição do momento em que me aproximo de ti e ficamos assim colados num sorriso que não é nem meu nem teu mas nosso). Não sei como se come pois sinto-me cheia de vida e alegria (e muitas outras coisas que sou incapaz de descrever e que me preenchem todos os poros enclausurando dentro de mim o calor de verão).

Mas não faz mal não saber mais o quotidiano, o banal quando o sorriso que me deste me sai do peito e ilumina o caminho negro dos dias de chuva que se avizinham devido à lua nova. E posso não contar histórias que enquadrem estes momentos vividos envoltos em sorrisos mas isso é porque a memória é inexistente: quando fecho os olhos não nos vejo deitados em toalhas num areal frente ao mar, apenas espelho o sorriso reflexo no céu azul que nos viu apaixonados em segundos que nós não vimos passar.
Quero que todos os dias sejam dias de praia. Quero sentir o toque do sol todos os minutos que não passares ao meu lado. Quero o sabor do mar nos meus labios quando não estiveres aqui para me beijar. Quero deitar-me sobre a areia e nela envolver-me de todas as vezes que não me puderes envolver no teu abraço de desejo e protecção.

sábado, 5 de abril de 2008

À janela

Ouviste-me chamar por ti?! Não vieste... Não me salvaste do pensamento mais negro que me constitui. Ouviste as lágrimas a cair?! Não sei se o espelho as refelectiu mas elas cairam... Não amparaste a sua queda, desfizeram-se em milhares ao tocar o chão. Ouviste a brisa do mar que te tocou?! Sentiste que era eu?! Não sabia que outra forma podia usar para te trazer para mim... Preciso do abraço teu que esqueci entre memórias de Arcozelo, que deixaram de ser minhas. Preciso do sorriso inigmático que poucas vezes vi pessoalmente e que só tu tens. Sussurra-me... Manda-me brisas...
Hoje não me chegam espelhos. Hoje preciso mais que ausências. Hoje preciso de ti mais do que posso dizer pois a expressão está limitada pelo som da voz que não tenho.

Entretanto o hoje acabou. Entretanto chegou o amanhã com o seu sol. Aquele que arranca de mim um sorriso verdadeiro, fresco como morangos, doce como mel. Este sol aquece-me a alma mais que me aquece o corpo desnudo. Este sol tira de mim pensamentos e omissões, vazios e palavras. Sou melhor assim. Sou melhor com este sol a acariciar-me a face. Sinto-me mais completa, preenchida de mim nos buracos deixados pela acção corrosiva da acidez do passado. Os pulmões enchem-se de vida, de sonhos, de uma calma indescritível que derruba qualquer medo e me torna indestrutível.

Mas não é por os dias mudarem que me esqueço de ti. E não é por o sol me sarar as feridas que lambi durante tantas vidas, que deixo de precisar de ti. E não é por te ler em blogs ou te ver em fotos que deixo de sentir a tua falta.

É por isso que abro a janela do meu quarto, do meu coração, da minha alma. É por isso que fico horas a fio à tua espera. Esperarei por ti menina do espelho até que voltes para o cantinho em mim que é só teu. Até lá fico à janela por ti!

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug