...é querer que todos os dias sejam sexta-feira.
...é ir ao max beber chá de caramelo e baunilha.
...é ficar na cama a ver filmes.
...é esperar pelas 23h todos os dias.
...é deixar o Xico passear pela sala e aninhar no canto das festas.
...é olhar para 3 estrelas seguidas à noite.
...é querer que voltes mesmo quando ainda não te foste embora...
You have entered my soul... keep in mind that this is me at my truest form.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
LÉS
...contigo aprendi que para ser uma boa amiga tenho de continuar a ser generosa e dar tudo o que consigo de mim, mas que para ser feliz tenho de ser egoista e lutar por aquilo que quero (ou acho que quero).
Por isso desculpa, mas eu quero-te.
Vou ser egoista e arranjar maneira de ter o que quero! :P
Por isso desculpa, mas eu quero-te.
Vou ser egoista e arranjar maneira de ter o que quero! :P
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Tá tudo bem…
Penso que tudo está bem e sorrio quando saio de casa e entro na rotina do dia. Não me lembro dos dias cinzentos, das nuvens que ameaçam chuva, do frio do inverno que não há muito tempo se fazia sentir. Penso que está tudo bem e sorrio, mesmo quando surge uma tristeza inesperada. Desculpo-a com o aumento da solidão não planeada, desculpo-a com o cansaço de um acumular de um e outro dia-a-dia, desculpo-a com uma qualquer situação plausível. Penso que está tudo bem porque não me sinto mal. Penso que tudo passou e ficou perdido pelo caminho temporal, entre o passado no qual evito pensar e o presente onde não penso. Tudo está bem, é o que a razão me diz e convence-me a convencer-me disso. Os dias crescem e iluminam-se de sol e flores, as noites perdem o frio que se entranha no corpo e voltam a hipnotizar como dantes. E tudo está bem…
Mas do nada choro. Choro, porque sim, porque choro… porque… A verdade é que não sei porque choro, mas não sou capaz de parar. E custa respirar. Dói quando inspiro, como se algo me apertasse e impedisse o meu peito se encher. E as lágrimas não param de cair, como manda a lei da gravidade, e por muito que as enxugue elas não estancam a ferida que tenho na alma. Eu encolho-me dentro de mim e escondo-me. Quero proteger-me, não quero que doa mais quando já dói demais, quero levantar de novo o meu muro de pedra.
Finalmente fico sem lágrimas para derramar perante a dor indescritível e não localizável que tenho em mim. Sinto-me cansada, sinto-me usada, sinto-me velha e pronta para receber a morte com paz. E de novo me invade a tristeza. A solidão pesa mas não posso deixar ninguém aproximar-se, não posso deixar que me vejam pequena e indefesa do outro lado do muro. Já não sei confiar, já não me sei expor, já não me podem ajudar. “Please stay away”… e não me lembro como se faz para ser feliz, esqueci o sabor do sol que me faz sempre sorrir, dissolveu-se a essência de mim em lágrimas salgadas. Instala-se a calma do vazio que procede a tempestade, fito o nada que está para além das coisas e fico em silêncio de pensamentos e sensações. “Não se aproximem agora, por favor… deixem-me estar.”
Amanhã vou acordar, amanhã não vou estar assim, amanhã vai estar tudo bem. Pensarei que está tudo bem. E cruzar-me-ei com pessoas e irei sorrir-lhes, porque tudo irá estar bem. E a vida vai continuar. Esta ferida vai demorar a cicatrizar e de longe a longe vai sangrando não havendo muito que eu possa fazer para além de me esconder e esperar que passe. Mas tudo vai estar bem. Um dia não vai doer mais. É nisso que penso quando dói, é isso que me diz 10 minutos depois que tudo vai ficar bem, é isso que me ajuda a voltar a respirar e não desistir de vez.
Mas do nada choro. Choro, porque sim, porque choro… porque… A verdade é que não sei porque choro, mas não sou capaz de parar. E custa respirar. Dói quando inspiro, como se algo me apertasse e impedisse o meu peito se encher. E as lágrimas não param de cair, como manda a lei da gravidade, e por muito que as enxugue elas não estancam a ferida que tenho na alma. Eu encolho-me dentro de mim e escondo-me. Quero proteger-me, não quero que doa mais quando já dói demais, quero levantar de novo o meu muro de pedra.
Finalmente fico sem lágrimas para derramar perante a dor indescritível e não localizável que tenho em mim. Sinto-me cansada, sinto-me usada, sinto-me velha e pronta para receber a morte com paz. E de novo me invade a tristeza. A solidão pesa mas não posso deixar ninguém aproximar-se, não posso deixar que me vejam pequena e indefesa do outro lado do muro. Já não sei confiar, já não me sei expor, já não me podem ajudar. “Please stay away”… e não me lembro como se faz para ser feliz, esqueci o sabor do sol que me faz sempre sorrir, dissolveu-se a essência de mim em lágrimas salgadas. Instala-se a calma do vazio que procede a tempestade, fito o nada que está para além das coisas e fico em silêncio de pensamentos e sensações. “Não se aproximem agora, por favor… deixem-me estar.”
Amanhã vou acordar, amanhã não vou estar assim, amanhã vai estar tudo bem. Pensarei que está tudo bem. E cruzar-me-ei com pessoas e irei sorrir-lhes, porque tudo irá estar bem. E a vida vai continuar. Esta ferida vai demorar a cicatrizar e de longe a longe vai sangrando não havendo muito que eu possa fazer para além de me esconder e esperar que passe. Mas tudo vai estar bem. Um dia não vai doer mais. É nisso que penso quando dói, é isso que me diz 10 minutos depois que tudo vai ficar bem, é isso que me ajuda a voltar a respirar e não desistir de vez.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
noites ... sonhos
Saio de casa ainda a cidade está coberta de luzes e infestada de vidas activas num frenesim de socialização. Sigo por trajectos tão conhecidos que me permitem não pensar no caminho, apenas no destino. Conversas deixadas a meio, interrompidas por questões inúteis levantadas por olhares cruzados enternecidos, quem sabe talvez apaixonados. Partilhas de trivialidades quotidianas durante silêncios mais prolongados ocorridos entre actos maquinais desprovidos de pensamentos. Beijos soltos que marcam a quebra do ritmo durante filmes que nos colam tanto às cenas como uns aos outros. Abraços que preenchem lacunas deixadas por aquilo que não se quer dizer, por vezes até nem pensar. Os olhos cansados do prolongamento excessivo à luz raiam-se de sangue e começam a pesar. O corpo mole, aquecido pelo cobertor mágico do calor humano, deseja ficar, relaxar por completo. Trocas de carinhos incontáveis mas todas elas únicas e especiais no modo como me fazem sentir (especial), de uma forma extremamente básica e essencial. O tempo voa e as preocupações com o passar das horas aumentam a cada minuto. Depois de ultrapassar, e demasiado, o limite imposto de recolha inicio o caminho de volta para casa, de volta à cama, de volta à vida de sonhos. A cidade está adormecida e vazia de vidas atribuladas. As suas luzes são o sinal que me guia o caminho para casa, para a cama, para os sonhos, e são a companhia que a cidade de faz. Também a lua não me abandona, aquecendo-me a alma com as recordações mais imediatas, fazendo-me sorrir inadvertidamente, tornando a viagem mais curta que a distância física. No entretanto chego à cama. O meu corpo, mais cedo ou mais tarde, encontra o seu lugar entre lençóis e mantas. Eu deixo-me ir e adormecendo espero encontrar a continuação do sonho que esta noite falou mais alto que a simples e aborrecida realidade pois é esse que me está reservado.
Beijos de bom dia.
Até qualquer sonho destes.
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