sábado, 5 de abril de 2008

À janela

Ouviste-me chamar por ti?! Não vieste... Não me salvaste do pensamento mais negro que me constitui. Ouviste as lágrimas a cair?! Não sei se o espelho as refelectiu mas elas cairam... Não amparaste a sua queda, desfizeram-se em milhares ao tocar o chão. Ouviste a brisa do mar que te tocou?! Sentiste que era eu?! Não sabia que outra forma podia usar para te trazer para mim... Preciso do abraço teu que esqueci entre memórias de Arcozelo, que deixaram de ser minhas. Preciso do sorriso inigmático que poucas vezes vi pessoalmente e que só tu tens. Sussurra-me... Manda-me brisas...
Hoje não me chegam espelhos. Hoje preciso mais que ausências. Hoje preciso de ti mais do que posso dizer pois a expressão está limitada pelo som da voz que não tenho.

Entretanto o hoje acabou. Entretanto chegou o amanhã com o seu sol. Aquele que arranca de mim um sorriso verdadeiro, fresco como morangos, doce como mel. Este sol aquece-me a alma mais que me aquece o corpo desnudo. Este sol tira de mim pensamentos e omissões, vazios e palavras. Sou melhor assim. Sou melhor com este sol a acariciar-me a face. Sinto-me mais completa, preenchida de mim nos buracos deixados pela acção corrosiva da acidez do passado. Os pulmões enchem-se de vida, de sonhos, de uma calma indescritível que derruba qualquer medo e me torna indestrutível.

Mas não é por os dias mudarem que me esqueço de ti. E não é por o sol me sarar as feridas que lambi durante tantas vidas, que deixo de precisar de ti. E não é por te ler em blogs ou te ver em fotos que deixo de sentir a tua falta.

É por isso que abro a janela do meu quarto, do meu coração, da minha alma. É por isso que fico horas a fio à tua espera. Esperarei por ti menina do espelho até que voltes para o cantinho em mim que é só teu. Até lá fico à janela por ti!

1 comentário:

  1. paixaooooooooo! :)
    ~esperemos por dias de sol, dias de janelas compartidas. sempre k leio dois traços teus rasgo um sorriso vindo do fundo. tu és assim um raio de luz.

    no fundo gostava de eliminar as palavras do nosso mundo pra poder criar outros vinculos. da me raiva nao te poder tocar, nao poder ver esse sorriso com os meus proprios olhos, nao te ter aki para as minhas loucuras k poderiam ser nossas. alcança me! sei k te vou abraçar te brevemente. sei, pk kero mt e sei k ambas estamos a precisar de um pouco de carne por entre os dedos. os fantasmas nao nos despertam os sentidos, apenas incrementam a angustia. kero k saibas k estou bem, k por ti e por mim luto.

    n te posso escutar,
    nao te posso ver.

    sentir' SIM. VEZES MIL.

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