Para mim são tudo histórias que vejo com a imaginação de quem lê um livro sobre a sua própria vida. No fundo, tudo o que te possa dizer não passam de palavras que se perdem no tempo e o seu som não fica guardado na memória. É por isso que me deixo ficar no meu canto, vivendo os dias como simples dias que são e pouco mais. Os meus sonhos guardo-os para a noite onde não são meus para que os possa controlar. Não quero ouvir que não tens planos para o futuro e que eu não te devo incluir nos meus pois isso ia doer e iria fazer-me chorar enquanto a lua me brilhasse. Sabias que foi por isso que não te ouvi? Não eras tu que me dizia coisas que magoam, tu nunca farias isso pois se o fizesses terias ouvido o último adeus proferido pelos lábios que gostas de beijar. Não gasto mais tempo nessa história pois já a sei adornada de vodka preta e tantas outras cores. Da faculdade não falo, é e sempre será o meu calcanhar de aquiles. A esperança de acabar o curso desvanece com a constatação racional da realidade, é tudo tão dificil e eu tão burra, tão fraca, tão ansiosa por desistir e admitir que não sou capaz. E acabo por contar, porque são só histórias. Porque ninguém me lê mais. Aqui posso pronunciar todas as palavras pois não há cá ninguém que as ouça para além de mim. O estranho é que isso já não me entristece mais. É apenas a constatação do afastamento inevitável de todos os que me eram próximos, é o andar em frente caminhando em direcções diferentes dos outros. Espero encontrar alguém novo por este caminho... Mas se tal não acontecer tentarei ser mais minha amiga e fazer-me mais companhia... Talvez arranje um pet só meu que ninguém me possa tirar e aí não serei mais só.
Pára com as perguntas! Não perguntes... Não quero contar mais histórias que me fazem chorar, e são só essas que eu conheço!
Pára com as perguntas! Não perguntes... Não quero contar mais histórias que me fazem chorar, e são só essas que eu conheço!
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