Nunca sabemos o que queremos e queremos sempre mais.
Quando temos é demais e somos só uma pessoa com muitos sonhos (in)alcançáveis e perdida nas imensidões da vida que nos rodeia, da vida que nunca chega a ser totalmente nossa.
Há sempre uma altura em que ansiamos por palavras proferidas por alguém especial que nunca chegam, esquecendo que palavras leva-as o vento.
Existe em nós o desejo de felicidade sem termos a capacidade para a definir ou a noção de como a alcançar.
E vamos vivendo assim... à deriva, ao sabor da brisa do destino.
Em mim, dói a incerteza do amanhã ao plantar no hoje a semente dos sonhos e aperta-me o peito a antecipação do medo, impedindo-me de (in)respirar. O modo de auto-preservação é tão mais seguro e fácil, mas tira a cor deste mundo deixando-o a preto e branco.
Perdem-se as lágrimas perdendo a capacidade de sorrir,
perdem-se as desilusões perdendo a esperança,
perdem-se as despedidas perdendo as paixões...
Por isso eu dou tudo e entrego-me por completo esperando receber algo em troca para além das palavras de desalento que o mundo sussurra constantemente no meu ouvido.
E a lágrima cai
porque quero (ser feliz)
e tenho (medo),
mas não sei como (se anda em frente)...
E o sorriso solta-se
porque tenho (muito)
e não quero (mais que isso),
pelo menos para já...
Está na hora de parar de pensar, pousar a cabeça na almofada e entregar-me ao sono, porque estas palavras não são minhas mas do cansaço que se instalou no meu corpo e alma e tomou conta das minhas acções e pensamentos.
"Boa noite, Lua"
por vezes uma imagem silencia mil palavras. pára. olha. sente. vive.
ResponderEliminar(não, não deixes morrer)