Misturei cores nas bebidas que afogaram os pensamentos que não quero
Misturei sorrisos com tonturas e dormências e lentidão de movimentos
Misturei amigos e música com tostas mistas
Misturei blackouts e imagens a média luz
Misturei tanta coisa
Foram misturas do que quero e do que penso que quero e de não sei's
Acordei às 6h30 com o despertador e enquanto misturava e remexia tudo procurando o telemóvel encontrei-me espalhada pelo chão junto com as roupas que cheiram a tabaco e outras coisas típicas da noite
Não me lembro de chegar à cama dos sítios de onde estive, sítios que não tiveram o mesmo sabor de antigamente, sítios onde quis ser mais e viver mais e não soube como fazer, sítios onde me perdi com tantas curvas para a direita e esquerda voltando ao mesmo local varias vezes (os círculos e as elipses são fodidas)
Agora estou melhor
Misturei o vazio com a vontade de não me voltar a encher
Misturei a fraqueza com a vontade de não voltar a ter sobre os ombros o peso do mundo real onde os sonhos são meros desabafos da esperança que guardamos dos tempos de infância onde tudo era simples e partilhável em páginas de diários
Então passei pelo espelho e tive vergonha do que misturei mais e que não quero lembrar
Senti a idade na pele, o travo amargo das esperanças desfeitas nos lábios secos, o peso da vergonha de nada ser bonito com o cheiro a vomitado nos olhos
Misturei fantasias de quem não sou com quem já quis ser e esqueci-me de mim e do que sou
Não acredito em arrepender-me do que fiz mesmo quando acho que não foi o melhor a fazer mas vou tentar não me esquecer mais nem fazer mais misturas destas
You have entered my soul... keep in mind that this is me at my truest form.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
monologos de cama embrulhados em cansaço
Tenho falta de verão na pele e de sol nos olhos. A falta de tempo mata-me por dentro com cada pensamento que se solta da mente enrugada pelo excesso de chuva. Na caixa de veludo das memórias guardei o nevoeiro que me turvava a visão, e este tornou-se negro com o tempo. A alma mantem-se quente porque ele existe e está presente e mesmo não sendo a ideal, a alma gémea, o que ele realmente queria, sou a que ele tem e a que ele não quer perder. Não, não pensem que isso basta, que me contento. Eu quero mais, muito mais. Eu quero verão. Quero férias. Quero Esperança a cores e numa temperatura muito superior a esta que me assola mesmo quando estou na cama.
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