sábado, 19 de setembro de 2009

a clareza da escuridão


É após horas de divagações de pensamentos que fluem na escuridão da noite que tudo se torna claro. Sei exactamente o que devo dizer-vos a todos vós que me rodeiam e nem me veem, e exactamente o que fazer da minha vida. Sei como viver o presente aproveitando-o realmente e fazendo-o de uma forma a não ser uma enorme tortura a resistir para um dia alcançar um futuro de ocorrencia incerta e imprevista. Deixo-vos a todos perdidos nas vossas vidinhas quotidianas e vou para onde o cheiro a mar não me traga saudades do que foi e do que poderia ser. Esqueço os sonhos baseados em filmes idealistas mais surrealistas que os quadros de Salvador Dali que tanta paixão despertam em mim. Vou para longe e começo do zero, de dentro para fora. Deixo em casa o medo e a necessidade de segurança e não volto mais. Pinto de novo o cabelo, respiro fundo o ar humido da madrugada e inspiro uma nova personagem. Esqueço aos poucos a ideia de ser feliz e contento-me com a ideia de ser contente, lembrando-me sempre de tudo o que posso ser agora, já... Gosto da ideia de que é a lua que me enche de coragem com a sua luz hipnotizante mas a verdade é que estou simplesmente cansada das noites que passo na cama sozinha sem qualquer esperança de ver (sometime soon) algo alterar-se para o positivo na minha vida. E sim, tenho pessoas maravilhosas na minha vida agora, que me adoram (who wouldn't), que são muito importantes mas que tem a sua propria vida para conduzir e eu sei bem que não é um caminho facil (too many bumps on the road). Depois há o Nando... Gosta muito de ti hoje, provavelmente amanha, quem sabe num futuro proximo, depois logo se vê... Não queria ser eu a partir uma vez mais o seu coração mas a verdade é que assim é ele que esmigalha o meu um bocadinho cada dia, todos os dias (some more than others). Estou cansada, muito cansada, tão cansada... mas se me deixar adormecer a coragem para algo mais esvanece com a luz do sol e amanha torna-se apenas mais um hoje onde tudo é igual, onde não há lugar para os meus sonhos.

Ainda bem que pelo menos tenho este blog onde posso desabafar, e ainda que ninguem me oiça pelo menos it's out there. Infelizmente tudo o que eu tenho a dizer mais é até amanha.

sábado, 12 de setembro de 2009

hope(less)

tenho uma estrela marcada no dedo de uma noite em que os sonhos foram corroidos pela traça da crua realidade, noite em que o denso novoeiro se mostrou menos cerrado do que a minha alma. E penso, olhando para a estrela, porque não aceito que não tenho o que quero e largo tudo e parto para outra e crio novas esperanças porque esta que tenho já não é verde, muito pelo contrario. será que devo deixá-la apodrecer dentro do meu peito e tornar mais negra a minha escuridão? Mas não sei a resposta. Sempre me agarrei a tudo, mesmo ao que não me faz bem ("pelo menos era algo meu, por pior que fosse").
Acho que não quero um amor em que não haja amanha por causa da sua incerteza. quero esperança, quero sonho, quero planos... sem isso não tenho nada. porque para mim o hoje não é mais que o dia que tento avançar com toda a pressa no alento de chegar ao futuro em que tudo seja diferente.

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug