tenho uma estrela marcada no dedo de uma noite em que os sonhos foram corroidos pela traça da crua realidade, noite em que o denso novoeiro se mostrou menos cerrado do que a minha alma. E penso, olhando para a estrela, porque não aceito que não tenho o que quero e largo tudo e parto para outra e crio novas esperanças porque esta que tenho já não é verde, muito pelo contrario. será que devo deixá-la apodrecer dentro do meu peito e tornar mais negra a minha escuridão? Mas não sei a resposta. Sempre me agarrei a tudo, mesmo ao que não me faz bem ("pelo menos era algo meu, por pior que fosse").
Acho que não quero um amor em que não haja amanha por causa da sua incerteza. quero esperança, quero sonho, quero planos... sem isso não tenho nada. porque para mim o hoje não é mais que o dia que tento avançar com toda a pressa no alento de chegar ao futuro em que tudo seja diferente.
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