sábado, 26 de dezembro de 2009

ACABOU

sou um rio de água gelada sem lugar de pouso. desliso pelas pedras do meu leito e sigo rigorosamente as minhas margens. vou por onde me mandam independentemente da minha vontade. mas isso não é dizer que não tenho o que quero e que não sou livre, simplesmente vou mudando o meu curso de vida com muita calma e perseverança.

queria escrever mais mas não consigo. odeio o inverno. odeio o natal... Odeio ... mas ninguem se apercebe. sou sombra. ninguem me vê. ninguém lê esta merda deste BLOG por isso vou esquece-lo.

ADEUS.

domingo, 13 de dezembro de 2009

mais uma vez

... mais uma vez Natal.
... mais uma vez problemas de coração.
... mais uma vez ruiva.
... mais uma vez necessidade de hibernar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

my little black cloud

a noite entranha-se em mim com a sua escuridão aconchegante. as palavras que tenho são afonicas e misturam-se na perfeição com o silencio e o barulho ensuredecedor da electricidade nas lampadas. enrolo-me nos lencois quentes da cama porque as minhas pernas nunca aprenderam a fugir. fecho os olhos e finjo que não estou mais cá. (o tempo passa a correr e já é o fim outra vez e aqui estou eu novamente sem amanha para mim). quero partir os meus espelhos porque não quero sorrir mais nas fotografias que serão passado. e não sou mais porque não e não tenho de divulgar motivos quando não sou inquirida nesse sentido e os porquês são velhos e pesados como casacos de inverno. entro no banho e a água não me lava a alma por mais que esfregue e que o corpo aquira o cheiro de flores torturadas em óleos ferventes que lhes roubam a essencia. espero o passar de um dia atrás do outro até chegar ao momento exacto, seja ele qual for. mudo a musica que ilustra a minha banda sonoro mas a melodia é a mesma e tudo se mantem enquanto tudo se altera e nada permanece... nada me pertence... nada perdura. a desilusão pica o ponto a horas. inspiro fundo e junto a força com o desepero mas o grito não sai. a voz perde-se no vazio que me completa perfeitamente. as palavras ficam desprovidas de sinonimos e o sentido de tudo se altera formando uma imagem surrealista, digna de moldura e parede expositiva. e quando penso que já chega, que já vomitei o nevoeiro que me moi o estomago em nervoso miudinho leio-me e nada foi dito. giro e giro e giro... as voltas que o mundo dá... e giro vezes sem conta. fica perdida a noção dos pontos cardeais. enjoo tudo o que não sei ser e que não sei sonhar. retiro o sorriso apenas preso pelos musculos faciais e seguro o pouco que me resta de verdadeiramente meu, guardo-o etiquetado numa caixa de cartão (que outrora guardou sapatos) à espera do dia em que me volte a servir. para já deixo-me ir na vã esperança que o amanhã não chegue com tanto do hoje e do ontem.


até breve.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

there's fog inside of me

It's not clear who I am nor who should I be. It's kind of like being on stage, as part of a play, never having read the scrip. All you can do is improvise and go along. In part I'm afraid of trying to lead the way and ruining the finalie, scrooing up the end. The truth is i'm not the only one involved when it comes to my life. Sure i'm the main caracter, I got the lead role, but what I do afects everyone in the story. And if I don't know where to go or what to do or who to be, then how can I do anything else than to sing along with the tune? I may not know much but I do know I'm not selfish enough to spoil the theme song that is playing on and ritming everyone's life!

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug