
Sou água perdida entre gotas de chuva de um céu cinzento e frio. Sou ar no meio de vento de primavera aspirante a inverno, rodopiando sobre si mesmo. Sou nada em vacuo e tudo na vastidão do universo. Simplesmente indefinida fico na dúvida até que ponto existo. Às vezes perco-me em sonhos do que gostava de ser e não me mexo com medo de misturar a docura dos sonhos com o amargo da depressão. Não sei se algum dia estarei curada desta patologia para a qual não há respostas em mim. Quero tudo aquilo pelo qual não vou lutar, por este ou aquele motivo... Depois das lagrimas, dos desabafos e da libertação do que guardo a mil e uma chaves dentro de mim, tapado pelo meu manto de veludo, vem o silêncio, a apatia e a seneridade da ausencia de mim. Agora um pouco de música para me ajudar a encontrar uma nova personagem para encarnar e estou pronta para outra.
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