domingo, 8 de dezembro de 2013

Dias de espera

Numa mesa de café espero pelo mais logo que ainda tarda em chegar. Faço-me companhia ao sabor de uma chávena de chá, bem quente, tal como a alma impõe que seja. Vejo o sol escapar-se de mim aos poucos, perdendo a sua força, esvanecendo até desaparecer por completo. Invade-me o silêncio. Os dias cada vez mais escuros trazem ao de cima o meu lado de veludo, mais pesado e negro. O frio inibiu a minha capacidade de sonhar e de admitir desejos que me alimentem a alma. Vejo os segundos a passar e continuo a espera. Nada acontece, nada me envolve, nada me aconchega. Penso que parte da culpa é minha, parte da culpa é tua, parte da culpa é de quem a apanhar! Quero mais da vida do que este estado de espera, mas falta-me a força para exigir o que mereço... Talvez quando o sol voltar a emergir com todo o seu doce brilho e inebriante calor eu seja capaz de recarregar o meu espírito e força interior, mas até lá espero. Espero exactamente aqui, nesta mesa, em frente a este chá, na minha companhia.

domingo, 17 de novembro de 2013

going back to sleep


You showed up with the sun and brightend my day
you made me think I as in a dream...


...now in the end,
under the reveling darkness of the night,
I see you as a pleasent nightmare.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

(a minha) CHAGA

Foi como entrar, foi como arder.
Para ti nem foi viver.
Foi mudar o mundo sem pensar em mim.
Mas o tempo até passou
E és o que ele me ensinou: uma chaga,
Para lembrar que há um fim!

Diz, sem querer poupar meu corpo,
"Eu já não sei quem te abraçou."
Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu.
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás,
Diz que não te afastas de algo que é também teu...

Não vai haver um novo amor,
Tão capaz e tão maior,
Para mim será melhor assim.
Vê como eu quero,
Eu vou tentar, sem matar o nosso amor,
Não achar que o mundo é feito para nós.


By Ornatos Violeta

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Over

Finally it's over.
Winter came and it all went cold.
The wind blew it away.
The rain washed every trace there was.
The night made me blind to all new dreams turning them into nightmares.
I reached out one last time for someone who never wanted to hold my hand even though had held my heart, and no one reached back.
The silence is loud enough for me to ignore.
Time no longer stands still waiting for us to come together.
You might think I'm strong enough to fight but I'm stronger to give up and realizing I deserve better than that... I deserve everything and then more.
I'm turning the page and hopping for a new chapter to begin.

sábado, 26 de outubro de 2013

Conteúdo

Porque mais vale estar vazia e perdida no mundo do que ter certezas mas estar cheia de ressentimento e sede de vingança. E por isso, sempre que me lembro da dor que me causaste e das dúvidas que me deste, liberto-me em lágrimas até esvaziar-me de tudo o que tu és e sentir que só sobro eu. Sim, não minto, dói-me a solidão e arde-me o desespero mas se há algo que a vida me ensinou é que não podemos contar com a esperança, sempre que tentamos agarra-la ela dissipa-se em nada e deixa-nos cair.
Um dia até esta mão que estico, esperando que um dia a segures, conseguirei baixar e retirar-lhe a vontade do teu toque. Sim, é verdade que a esperança é a última a morrer mas eventualmente tudo morre e novos sonhos irão surgir. Estar só é difícil mas torna tudo mais fácil, mais claro, mais racional.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Constipação de Outono

Aos poucos sinto-me a perder-me. O calor de verão escapa-se do meu corpo doente e inerte, deitado nesta cama que sei ser o meu único refúgio da solidão de inverno. Sonho com o que não tenho e que inexplicavelmente tanto quero, mas ao acordar recordo que é só um sonho e recuso-me a estragar o seu doce travo trazendo-o para a realidade. Invade-me a saudade que não sei afogar em lágrimas, infesta-me a alma com seu cheiro a maresia e conquista o meu espírito derrubando a minha força de vontade com o seu sussurro agridoce, quente, desarmante. Procuro-te por um deserto envolto em neblina mas já não te sei e limito-me a ficar assim, perdida em mim sem Norte nem destino. Tomo um paracetamol e espero que tudo passe com o fim da febre. Durmo. Espero para ver se acordo.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

AM/PM


Recuso-me a pensar.
Vivo segundo a segundo para não me recordar do ontem nem sonhar com o amanhã.
Faço tudo o que posso para me ocupar.
Estou perdida entre o AM e o PM pois não me lembro de quem era antes nem sei quem quero ser depois.
Tapo-me com o sorriso quando a tristeza me arrefece e o sol não me encontra.
Fingo que me esqueço de me lembrar de ti.
Espero que o tempo passe.
 

sábado, 17 de agosto de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Previsão de mau tempo num amanhã

À espera do amanhã que te levara para longe, conto os segundos e esqueço-me de os viver. Aquecem-me as lagrimas que se recusam a abandonar-me. Sei que não me mereces mas porque é que nunca chega o meu final feliz que tao nitidamente vejo em nós? Em segundos me conquistaste, em horas me mudaste, em semanas me abandonarás. Do passado ninguém vive, o futuro é uma certeza de dor e solidão, e no presente tenho apenas a incerteza da tua presença. Tudo me dói e nem o sol me aquece, escondo-me de tudo e nem a lua me encontra, perco tudo e nem os sonhos me salvam.
Rasgo-me em escolhas. Quero-te enquanto te puder ter. Quero largar-te antes que me largues. Quero o meu conto de fadas. Quero que te afastes e que morras de remorso. Quero que me escolhas. Quero esquecer-te. Quero que acordes desse teu sonho e que escolhas a minha realidade. Quero que desapareças de vez.
Perco-me em incertezas e reencontro-me na praia, onde está sempre a minha paz. Sentada na areia, envolta em calor e sol sei o que realmente quero mas também faço pazes com o que posso ter. Hoje amo-te. Amanhã digo-te adeus.

sábado, 3 de agosto de 2013

Respirando

Na noite espero por ti, encostada a uma esquina, indecisa entre dois caminhos.
Inspiro.
Encho-me de coragem para tomar a decisão mais complicada pois a mais fácil não precisa de preparação consciente.
Expiro.
Encho-me de dúvidas sobre o que quero para mim e o que, como amiga, quero para ti. Divido-me em duas e tento seguir ambos os caminhos até à próxima esquina, tentando espreitar sobre o que o futuro me reservará em cada destino mas a vida não é tão racional como eu tento ser.
Inspiro.
Sinto o teu cheiro, o teu calor, o teu toque. Expludo de felicidade, emanando calma e sorrisos, ao mesmo tempo que impludo de nervos, medos e desejos. Deixo-te aproximar e esqueço o mundo.
Expiro.
Pego-te na mão e levo-te para longe, aqui bem perto. Estou em casa e quero que estejas comigo. Quero sentir-te presente sempre fazendo o agora durar vidas inúmeras onde podemos ser quem quisermos.
Inspiro.
Nem tudo é perfeito. Mas na minha imperfeição sinto-me perfeita. E tu vês isso. Contudo o que sentes e o que sabes são coisas que não se misturam, como água e óleo.
Expiro.
Inspiro.
Expiro.
Procuro-te. Quero-te. Agarro-te.
Inspiro.
Expiro.
Inspiro.
Liberto-te e deixo-te ir de volta para as tuas dúvidas.
Permaneço na minha esquina um pouco mais mas com um sorriso que faz o mundo amanhecer e cobrir-se de vida.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ilusões fantasiosas
Palavras lidas nas entrelinhas de conversas banalmente profundas
Ilações tiradas de olhares trocados como linhas telefonicas
Sonhos criados a partir da condensação de nuvens em noites de luar
Enganos criados por esperanças que não se admite existirem
Vontades escondidas por detrás de desilusões antigas e recentes
Esperanças usadas como pensos rápidos em cortes na alma
Segundos vividos como se fossem horas para o agora durar eternidades
Certezas tidas quando os talvez deixaram de ser suficientes
Sorrisos confiantes e convidativos projectados sobre receios
Estradas percorridas para diminuir a solidão e a dúvida

Tudo esvanece à luz da realidade e se transforma em nadas




quinta-feira, 18 de julho de 2013

apaixonada por um amanhã

Em frente ao rio que me conhece pelo reflexo de tudo o que alguma vez fui, choro.
Sentada num muro frio de pedra sei que nunca estarei só ainda que nem sempre saiba aceitar a companhia que me é oferecida.
Troco com a ribeira palavras duras e ressentidas mas sei que as engolirei junto com o meu orgulho, de modo a suavizar as imperfeições da calçada da vida.
Perdida entre passeios, desabafo e liberto-me do peso do passado, deixando que a água do rio leve para a foz a mágoa, a tristeza, a desilusão.
Renasço na outra margem e subo para o coração da cidade onde a alegria da rua me contagia.
Solta-se o sorriso com o cabelo, ondulam as ancas ao som da noite, liberto palavras de músicas que conheço como se fossem minhas.
Sou levada pela procissão de porta em porta e religiosamente me entrego em cada paragem ao que sou no momento e em cada paragem me elevo tendo a lua como destino.
O tempo não conta e recuso-me a sair do instante em que vivo só para mim, mas o cansaço leva-me pela mão até aos degraus do topo do mundo e lá me sento olhando para tudo como se fosse pela primeira vez.
Recuso-me a abandonar o meu lugar mesmo quando molhada pela névoa, prenuncio da manhã, que pretende limpar as impurezas deixadas por multidões sem rumo ou propósito.
Deixo o dia surgir e com o amanhecer sou levada em sonhos de amanhãs iguais a hojes.
Corro para a estação de comboio que tantas vezes me viu fugir de medos, de dores, de vidas que nunca quis para mim, mas desta vez não tenho destino: estou exactamente onde quero estar.
Sou feliz porque o mundo é só meu e me ama em toda a minha perfeita imperfeição, as possibilidades são inúmeras e as impossibilidades não existem mais.
Chega o momento da despedida e estico cada segundo ao seu máximo para o saborear calmamente.
Sei que já distribui todos os adeus que podia, ainda que alguns não tenham sido proferidos e sobramos só nós: eu, a noite e o amanhecer, cobertos em desejos de uma vida inteira de muito mais.
Não preciso mais de palavras.
Encho o silêncio com o suspiro e volto para casa na ânsia de começar um novo hoje tal e qual como o de ontem.

sábado, 27 de abril de 2013

b-day

todos os anos nesta altura a minha alma fica infestada de bolor. apodrece um pouco todos os dias e nem o sol lhe dá vida. a minha alergia faz-me chorar incontrolavelmente até ao ponto de desidratação e a medicação deixa-me apática e insensível. não penso. mas também não faço. portanto, desespero. não me perguntem porquês pois não os tenho. sinto saudade de quem não pergunta, de quem sabe, de quem percebe. num ataque de pânico deixo-me ser invadida por pensamentos e emoções para os quais não estou preparada. não sei onde estou. não sei para onde ir. estou perdida em mim. desligo. envolvo-me em silêncio e escuridão. esqueço-me. apago-me da história que não tenho para contar. fecho os olhos e não vejo o meu reflexo no espelho. talvez seja bom não me ver assim. largo tudo. liberto-me de mim. deixo de ser.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Um Olá postecipado

Hoje soube que vais embora sem tempo para despedidas nem saudades antecipadas por isso não te vou dizer adeus. Em vez disso guardo comigo um ternurento olá para quando voltares. Até lá espero pelo postal que ficaste de trazer e pelos beijos que levaste contigo e ficaste de me dar com aroma de outras terras e sabor a saudade.

sábado, 30 de março de 2013

Numa mesa de café


Hoje sento-me numa mesa de café enquanto espero por ti. Tiro a camisola para expor o máximo de pele à luz e calor do sol que, contra todas as expectativas, resolveu aparecer. Mato as saudades da sua caricia enquanto não chegas. A minha pele arrepia-se num momento de excitação inesperado e o meu corpo inspira profundamente ansiando por mais. Colher a colher como um gelado na vã expectativa de apagar o fogo criado pela minha paixão incontrolável pelo verão. Fecho os olhos e deixo o tempo passar, ate porque estou à tua espera. Mas não, não estou a fazer horas enquanto não chegas, estou a aproveitar cada segundo ate ao momento em que chegues como se se tratasse de um ato de traição do qual tens pleno conhecimento.

Quando dou por mim já não estou numa mesa de café, estou estendida numa espreguiçadeira numa praia que não reconheço fora dos meus sonhos. E já não são as outras pessoas a  falar que ouço mas sim o som de gaivotas ao ritmo do rebentar das ondas. Por segundos esqueço-me de esperar por ti concentrando todos os meus pensamentos em não acordar deste sonho paradisíaco. Desejo-o com toda a minha força e todo meu espirito da mesma forma que o meu corpo te deseja a ti.

A brisa beija-me a face rosada do calor e eu solto o mesmo sorriso que tenho guardado para o momento em que os meus olhos encontram os teus no meio da multidão. E sai aquele suspiro de quem quer mais e mais e um pouco mais. A música que mais ninguém ouve envolve o meu corpo até se apoderar dele e fazê-lo mexer-se sem precisar de autorização minha. Será que terias ciúmes ao ver o quanto esta amostra de verão me faz feliz? A verdade é que estou tão bem que nem me importa se terias ou não. Uma vez mais me esqueço de esperar por ti.

Surgem nuvens no céu e ameaçam terminar com esta minha relação de desejo incontrolável, reciproco e interminável. Não estou preparada ainda para dizer adeus quando sei que não tenho previsão para o voltar a ver e a senti-lo assim. Mas ele também não está preparado para se despedir de mim e recusa-se a afastar-se por causa de umas nuvens apenas. Há quanto tempo sonharia o sol comigo e com a forma como só ele me relaxa e me excita, me apaixona e me faz sonhar? Não sei. Não interessa. O que sei é que ele também deseja no mínimo tanto quanto eu o desejo a ele.

E lembro-me de ti e do que faço nesta mesa de café. O sol desaparece por detrás de nuvens como se tivesse ficado amuado com ciúmes teus. Ele sabe que também tu me aqueces o corpo e a alma, que me relaxas e me excitas, que me fazes sorrir e sonhar. Passo a esperar por ti a cada segundo que passa, olhando constantemente para a porta, aguardando pelo momento exato em que chegues. E mudo a banda sonora a pensar em ti como se isso ajudasse a que chegasses mais depressa. Mas tu não chegas. Sabes o quanto odeio esperar mas mesmo assim espero. Já se passou mais de hora e meia desde que cheguei a esta mesa de café e aqui continuo. Começo a convencer-me que não estou aqui à tua espera, estou aqui para desfrutar do sol. Ele está aqui apesar das previsões meteorológicas, talvez porque saiba o quanto me fazia falta e há quanto sonhava com ele. Infelizmente eu continuo a olhar para a porta e a esperar por ti.

Tiro uns minutos para pensar e concluo que tenho de aproveitar o sol. Por maior que seja o nosso amor platónico, não é grande o suficiente para travar o movimento de rotação da terra e de o impedir de desaparecer no horizonte. Tu chegarás eventualmente quando eu menos contar.

E tu chegaste. E eu parei de sonhar com o sol para voltar a sonhar contigo.

terça-feira, 12 de março de 2013

Intervalos

Apaixonada com a idéia de estar apaixonada, dou por mim a sorrir inconscientemente. Imagens mentais de momentos passados a dois, ainda que no meio de multidões, assombram os meus pensamentos de forma constante mas incerta. A cada segundo que passa, ora sou feliz de forma absoluta, ora me invade o medo envolto em dúvida e insegurança. E o que mais quero é estar preenchida desta sensação de tudo o que é efémero e intangivel, definivel apenas sem palavras, e poder enfia-la num pequeno frasco de vidro e assim observar o turbilhão do querer e do ter de ser contigo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

heart of glass

O meu corações está partido em milhões de pedaços lindíssimos que brilham como se fossem de cristal. Levaste um pedaço contigo quando te foste embora e sem ti nunca voltará a estar completo. Mas a verdade é que está muito mais bonito!

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug