domingo, 8 de dezembro de 2013

Dias de espera

Numa mesa de café espero pelo mais logo que ainda tarda em chegar. Faço-me companhia ao sabor de uma chávena de chá, bem quente, tal como a alma impõe que seja. Vejo o sol escapar-se de mim aos poucos, perdendo a sua força, esvanecendo até desaparecer por completo. Invade-me o silêncio. Os dias cada vez mais escuros trazem ao de cima o meu lado de veludo, mais pesado e negro. O frio inibiu a minha capacidade de sonhar e de admitir desejos que me alimentem a alma. Vejo os segundos a passar e continuo a espera. Nada acontece, nada me envolve, nada me aconchega. Penso que parte da culpa é minha, parte da culpa é tua, parte da culpa é de quem a apanhar! Quero mais da vida do que este estado de espera, mas falta-me a força para exigir o que mereço... Talvez quando o sol voltar a emergir com todo o seu doce brilho e inebriante calor eu seja capaz de recarregar o meu espírito e força interior, mas até lá espero. Espero exactamente aqui, nesta mesa, em frente a este chá, na minha companhia.

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug