quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Nós em modo saudades

Saudade. É a falta de ti que hoje define esta palavra, a incompletude da minha felicidade sem a tua presença, o frio que o meu corpo sente quando os teus braços não me rodeiam, o travo amargo da ausência dos teus beijos e da distância entre os nossos lábios....

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prado do Repouso

Olá. Sabes quem sou? Lembras-te de mim? Teria pouco mais de um ano quando partiste. Em pequena costumava vir visitar te ainda que com pouca frequência. Foi nessas visitas que me apaixonei pelo sítio onde vives e onde pensei viver a eternidade um dia. Mas passou se demasiado tempo desde a última vez que te vim ver. Foram mais de 12 anos pelas minhas contas. Será que foi tempo de mais? Será que para ti isso já não existe? Sabes que não foi por ti que vim mas mesmo assim aqui estou eu... Olá avô.

domingo, 19 de outubro de 2014

Certezas

Não sei o que vai acontecer amanhã, nem quero pensar nisso. Hoje só quero registar, para todo o sempre, aquilo que és para mim. É verdade que temos andado desencontrados e fora de sintonia. Não me perguntes porquê. Podia teorizar mas a verdade é que não sei. Mesmo assim, com todos esses buracos no caminho, tenho a alma cheia de certezas.
Sei que te amo. Sei que o que sinto por ti é algo muito especial, que não consigo definir com poucas palavras. Tive inumeros namorados, pessoas extremamente especiais para mim, mas nenhum como tu. Como tu sabes, praticamente todos eles continuam a ser meus amigos e isso deve-se provavelmente ao facto de terem sido mais amigos intimos do que amores. Contigo é diferente. É o nervosismo nos minutos que antecedem os nossos encontros, é o sorriso que me sai quando te vejo a olhar para mim, é necessidade de te ter comigo a cada momento do meu dia. É aquela sensação que me falta algo quando estás longe e saber que essa sensação termina quando estou contigo.
Sei que me fazes feliz. Não posso dizer que nunca tenha sido feliz. Já fui e muito, em especial quando era pequena. Mas a minha vida, desde que cresci e que comecei a compreender o que me rodeava, tem sido marcada por muita dor e desilusões. Quando está sol e calor é quase impossivel eu não estar feliz, mas quando o sol se esconde de mim e o frio se instala no meu corpo tudo fica mais escuro e triste. Mas mesmo nesses dias, em que as lagrimas se acumulam e eu engulo em seco para as impedir de cair, uma palavra de carinho tua é suficiente para eu sorrir. E dou por mim a sorrir parvamente para o telemóvel durante as nossas conversas diárias. E dou por mim a contar os minutos para estar contigo porque contigo, por muito mau que possa ser, é sempre melhor que não estar contigo. E dou por mim a sonhar com mais, com o amanhã, porque estar sem ti é impensável.
Sei que te quero. Hoje a única coisa que quero é estar contigo, independentemente de onde e do que vamos fazer e isso é verdade em todos os hojes. E evitamos pensar no amanhã, mas sei que vou continuar a querer-te tanto quanto te quero hoje. É contigo que eu quero partilhar a minha vida. És tu que me seduz com um olhar e um beijo de 20€ (ou mais) e que desperta em mim um desejo insaciável de ser feliz, de ser amada e de estar plena. Quero fazer-te feliz, porque se tu estiveres feliz eu estou feliz e porque quero que me queiras, hoje e amanhã e depois.
Sei que não vou mudar nunca quem sou. Demorei muito tempo a definir-me e a perceber que eu amo quem sou exactamente como sou. Da mesma forme nunca te pediria para mudares pois foi por ti exactamente como és que eu me apaixonei e porque admiro a tua forma de ser e de estar. Mas com o tempo, com o passar dos hojes, vamos-nos conhecendo melhor e vamo-nos adaptando um ao outro, pelo menos é o que eu espero. Porque adaptarmo-nos não é mudar, é assumir que a vida não é simples e que nem sempre corre como queremos que ela corra. É perceber que há coisas importantes às quais damos valor, que não queremos largar. Para mim és demasiado especial para largar com facilidade e sei que também sou especial para ti.
Não sei o amanhã. Ninguém sabe. Mas o que quero, o que desejo, aquilo em que acredito com toda a minha alma é que temos futuro, que há um amanhã para nós.

domingo, 5 de outubro de 2014

Eu tenho 2 amores

"Amar é bom se houver no fundo de um de nós alguma solidão"


sábado, 27 de setembro de 2014

Black&White Dreams

This is me... dreaming of you.
I can almost feel you right there, next to me...
I do not dare to open my eyes just in case it is just a dream.
I will refuse to wake up.
Be my Cookie monster forever and I'll forever be your sleeping B!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Dias de sol e dias de João Nuno

Foi hoje que percebi que não basta ser um dia de sol para eu ser feliz. Já houve dias em que isso era suficiente, dias em que o calor do sol na minha pele me fazia sorrir e esquecer tudo o resto. Mas num qualquer dia desde que te conheci, isso mudou. Já não me basta o sol, preciso de ter os teus beijos. Já não me basta o seu calor, preciso do calor que emana do teu corpo e que me aquece a alma quando me abraças. Já não me basta o som do mar para me acalmar, preciso da tua voz ao som do ukulele em proclamações de amor.
Houve uma altura em que ser feliz dependia exclusivamente de mim mas agora depende também da tua felicidade. Antes de ti tinha palavras para despejar o que se me passava pela alma mas agora as palavras parecem gastas e insuficientes. E assim me perco em dicionários de sentimentos e sensações à procura de sinónimos para o que nunca antes senti por ninguém. E dizer que te amo não chega pois é tão mais que isso mas é tudo o que te sei dizer! É pouco mas é verdade: eu amo-te.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Histórias a dois

Todos os dias escreves um pouco no livro da minha vida e preenches as páginas brancas de tudo o que ainda não vivi. Com cada palavra me acaricias, com cada vírgula me excitas com a possibilidade de um amanhã tão bom como o ontem e sem a pausa do hoje. E sim, reparo na hesitação no uso de pontos finais mas tento não interpretar isso da forma que mais quero, ou seja, como sendo a tua vontade de não termos fim. E peço te desculpa se às vezes desfolho a vida com alguma pressa de chegar até nós e se nos releio na ânsia de não deixar escapar nenhuma figura de estilo ou adjectivação que me leve a fechar os olhos e imaginar o que possa ser escrito nas páginas que ainda estão em branco. Quero ler-te em todas elas, encontrar em cada dia,  e dou por mim a desejar um futuro igual ao das séries, com um final feliz em cada episódio e querer que estejas presente mesmo que seja um dia mau. Tu já fazes parte. Já estás gravado a caneta, sem que exista a possibilidade de te riscar sem deixar marcas. E mesmo que um dia vire a página e não te leia mais, sei que voltarei a trás para matar saudades e ler-te-ei vezes sem conta até deixar de acreditar que o capítulo seguinte só será bom se te mencionar como personagem principal. Quero-te tanto. E este querer traduz-se numa vontade incontrolável de para sempre que tenho vergonha de admitir, com medo de parecer infantil sonhar com um conto de fadas.
O tempo que passo contigo nunca parece suficiente e isso habitualmente transparece nas longas despedidas em que qualquer motivo é um bom motivo para adiar o até amanhã para amanhã. Mas às vezes temos mesmo de nos separar, ainda que hesitemos recorrentemente até ao momento em que partimos cada um para o seu lado. E finalmente volto para o meu mundo solitário onde apenas posso sonhar contigo, pelo que com a mais calma das urgências pouso a cabeça na almofada, e a abraço na vã esperança que se transforme em ti assim que entre na terra dos sonhos. Quero-te presente em cada segundo, em cada inspiração, em cada página.
Simpatizo com essa ideia absurda de me fazeres feliz por um tempo indeterminado e de em troca apenas ter de te fazer feliz também.

sábado, 26 de julho de 2014

Marés de gente e música

Não sei bem onde estava quando te vi pela primeira vez mas sei que foi o destino e a maré que nos juntou no meio de milhares de pessoas. Sei que quando percebi estavas ao meu lado e que olhaste para mim e me viste a olhar para ti. Foi esse o primeiro sorriso que te dei. Estava feliz por fazer parte da multidão e queria que todos soubessem que finalmente estava onde pertencia e que estava ali independentemente de tudo o que o mundo me foi dando e tirando ao longo do tempo. Estava completa e apesar da solidão, que só uma multidão daquelas sabe transmitir, estava bem sendo apenas eu. Mas sempre que o meu olhar passava na tua direção parecia que adivinhavas pois também tu olhavas para mim e eu sorria. Quis seguir o meu caminho e mergulhar no meio da confusão e da música mas a vontade de voltar a olhar para ti foi tornando-se cada vez mais forte e foi assim que o teu olhar me prendeu os pés à terra e tornou o meu coração leve como se estivesse cheio de hélio. A música parou de tocar e a realidade fez-me regressar ao meu lugar que não era ainda ao teu lado. Juntaste toda a coragem que conseguiste e vieste falar comigo. Em segundos trocamos palavras que nem nada tinham a ver com o que na nossa cabeça ensaiamos. Mas tudo em ti me fez sorrir e querer parar o tempo para poder simplesmente ficar ali naquele momento.
Foi em três noites, de breves encontros envoltos em música e gente, que nasceu a vontade de mais, vontade essa que não quero perceber nem sequer medir, com medo que a sua imensidão seja avassaladora e que o medo me retraia. E então termina a desculpa diária para te encontrar no mesmo lugar de sempre e deixa de haver um palco onde residia a razão para ali estarmos e surge a necessidade de tomar decisões sobre o amanhã. E penso: será que posso deixar tudo nas mãos do destino?... Não. Ou arrisco ou esqueço. Arriscar implica expor-me ao medo mas esquecer não é sequer uma possibilidade...
Não te resisto e aprecio cada segundo como se fosse único e cada momento como se fosse um dos últimos. Dou-me a ti mas a sombra do passado faz-me espreitar em cada esquina pelo sinal... da mesma forma como não quero ter esperanças também não me quero encher de pensamentos negativos. Quero só aproveitar o agora quando estou contigo, só isso. Quero olhar nos teus olhos e ser seduzida pelo teu olhar, ao som das tuas histórias. Quero decorar o teu sabor a certezas e a inexperiência. Quero sentir-te na ponta dos meus dedos e embriagar-me com os sorrisos que tu provocas em mim. Quero perder-me na cidade que tu me mostras e não ser mais capaz de regressar ao meu mundo. Quero dizer-te quem sou e não sei como quando há tanta coisa que me define e me explica. Mas tu sabes ler-me e decoras-me como um medley de um filme que viste vezes sem conta e surpreendes-me a cada dia que passa. Ao ouvir-te recitar-me fico maravilhada com a precisão das palavras e com a sensação de felicidade que nasce dentro de mim de forma tão natural e plena. És como um dia de verão que me preenche de sol e calor, que me acaricia com a sua brisa, que me encanta com a facilidade com que me faz feliz.
E tu não sabes mas não faz mal porque às vezes os momentos são perfeitos mesmo quando nem tudo corre como imaginamos ou como pensávamos que queríamos. O tempo deixa de ser mensurável quando estamos juntos e não te sei explicar porquê só sei que assim é. Tudo se torna mágico, as músicas ganham novo sentido e a minha imaginação enche-se de imagens que não quero partilhar com ninguém para que nunca se esvaneçam. E custa tanto o adeus mesmo quando sei que é apenas um até amanhã. A despedida, essa é feita sempre a dois pois todo o mundo desaparece como se fosse um filme e nós os protagonistas.
E então fico de novo a sós mas cheia de músicas tuas e de vontades minhas. Sento-me no passeio, enquanto espero pelo gato que sei que irá eventualmente aparecer, e penso ti e em que sorte é a tua: quero-te tanto. E a chuva que cai não me desanima pois lava tudo para não olharmos mais para trás. Sei que irei pousar a cabeça na almofada e respirar satisfeita, quero o teu amor sem sentido nem proveito. Carrega stop, faz rewind, por favor volta para trás... eu vim dar mais que um beijo igual a mil... You don't know but that's ok, you might find me anyway. Don't you know I belong arm-in-arm with you baby?

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Espirros, tosse e febre... a cura para alguns males

Não é inverno mas infelizmente não é preciso que seja para me constipar. O meu corpo está apenas a seguir as indicações da minha alma que já está doente há algum tempo. Nem para um nem para o outro posso tomar medicação: para a alma ainda não inventaram nada que realmente funcione e para o corpo, apesar de existir imensos fármacos que ajudam a curar uma constipação, nada posso tomar sem que tenha outras consequências.
Talvez esta seja a forma que o meu corpo encontrou de ajudar a minha alma, forçando-me a parar e a descansar. A minha cama sempre foi um dos meus grandes prazeres e confortos. É como se fosse um túmulo de onde renasço como nova, com outra força, outra paz, outra energia. Estar presa à cama de forma obrigatória e não opcional dá uma nova perspectiva sobre a minha posição perante os outros. Já não me sinto abandonada ou só por imposição de terceiros, sinto-me apenas afastada e a solidão volta a ser algo tão simples e normal como respirar. Deixo de ansiar por mais e concentro-me em mim e no agora. Volto aos meus velhos hábitos de ermita agarrada a livros e séries, vivendo a vida de personagens e não a minha. Estou de paz interior com a ausência de excitação vinda de uma vida plena de compromissos sociais e planos para mais tempo livre do que aquele que realmente tenho. Passam a ser suficientes os poucos planos que tenho para o futuro próximo e deixo-me aberta para o que possa aparecer, com tempo reservado para aqueles que queiram estar comigo só porque sim.
Estava a precisar de uma pausa, que se não fosse forçada não surgiria. Estava a precisar de me lembrar como era a minha vida sem ninguém presente e de que sempre vivi independentemente disso. Estava a precisar de me lembrar de como sou fantástica e do quanto gosto de mim mesmo quando mais ninguém gosta, que culpa posso eu ter do mau gosto dos outros?! Era preciso ficar doente para encontrar a minha força e a certeza de quem sou.

domingo, 1 de junho de 2014

Borracha mágica

Como gostava de poder apagar a minha memória e todas as expectativas que fui criando ao longo do tempo. Depois de tantos anos de desilusões até custa acreditar que ainda não aprendi a única lição que a vida tem para me ensinar: solidão! Estou só independentemente de onde esteja, independentemente de com quem esteja. Tudo é subjectivo. Tenho amigos de verdade com quem raramente estou e pessoas que vejo regularmente que não me valorizam como mereço. E não é que não goste de mim, se não gostasse já cá não estava à muito, mas sinto-me corroida pela ausência da partilha. Quero esquecer a sensação de ter tido alguém do meu lado que quer  ouvir o que tenho para dizer, quero esquecer como é ter a certeza que se precisar de um abraço ou um beijo há alguém inteiramente disponível à distância de um telefonema, quero esquecer o sabor a mar que se solta dos meus olhos quando olho à minha volta e não vejo ninguém que me reconheça.
Os dias passam, um a um, e eu esforço-me por não pensar e não sentir. Preciso de horas ao sol para preencher os vazios que mais ninguém preenche. Preciso de força para continuar, uma força que nenhum ginásio me pode dar e que não sei onde nem quando perdi.
Quero apagar o passado que tanto me dói no presente, quero separar-me de todos os que me magoaram até hoje, quero desligar o coração e deixar de sentir.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

"é só mais um dia mau..."

A solidão vive dentro de mim tal qual parasita. Esconde-se na escuridão do buraco que cavou na minha alma e alimenta-se das minhas certezas e esperanças. Dói-me a corrosão que provoca de uma forma que não sei explicar. Cria em mim o desespero da falta de amanhãs, apodrece-me o espírito e aos poucos mata quem sou. Sinto-me perder o ar dos pulmões e não tenho força para voltar a inspirar. Largo as lágrimas que com tanto sacrificio guardei, mas não faz mal, já ninguém as vê, não há ninguém para as interpretar nem ninguém para as secar. Recordo o passado e perco conta daqueles que perdi pelo caminho. Tento lembrar-me onde me perdi mas não sei quando foi a ultima vez que me vi. Apodera-se de mim o odio e a lamentação pelo que fiz, pelo que me tornei, por tudo. Sinto-me abandonada e perdida, farta e desesperada, sem rumo, destino ou solução. Estou tão cansada... já chega de me levantar e criar esperanças para voltar a cair...
Depois de derramadas as lágrimas e desabafadas as dores e desilusões fica apenas o silêncio, a escuridão, a apatia e a solidão. O hoje chega ao fim e não quero o amanhã. Agarro-me ao limbo do agora e forço em mim o fim da rotação da Terra como forma de parar o tempo. Talvez se não houver um amanhã eu não queira tanto o fim. Estou esgotada pelos altos e baixos, pela falta de orientação e propósito. Só quero fechar os olhos, adormecer e não acordar mais.

domingo, 13 de abril de 2014

Como te posso ajudar?

Não sei como te posso ajudar e como tua amiga corroi-me a alma ver-te assim carregado de dores, desilusões e tristezas. Tens sido a única pessoa a quem consigo pedir socorro e a quem peço para me salvar de pesadelos, como posso eu ajudar-te agora? Encontro no teu abraço a força da certeza de que há um amanhã melhor mas não sei como te abraçar para que sintas o mesmo. Reconheço tão bem a tristeza do teu olhar que chego a senti-la em mim quando os teus olhos pousam nos meus. O que posso eu dizer para afastar a núvem negra que paira sobre ti? O que posso eu fazer para atenuar essa dor profunda que sinto no teu peito quando te abraço? Quero dar-te a mão e seguir-te para onde quiseres ir só para que saibas que, independentemente de qual seja o teu caminho, eu estarei sempre lá, por ti, por mim, por nós. Quero abraçar-te e fazer-te sentir que está ao teu lado mais do que o meu corpo, está a minha amizade, o meu carinho, a minha alma. Tudo o que sou coloco ao teu dispor e se precisares de peças sobressalentes para te recompores, voluntario as minhas porque sem ti bem também eu nunca estarei bem. Conheço-te à tão pouco tempo mas és já completamente indispensável. Partilhamos tanto as coisas fantásticas como também tudo o que mais de negro nos assola. Queria proteger-te porque às vezes tu não és mais que um miúdo perdido na vida. Queria levar-te para longe para fugirmos das núvens que nos assombram e que nos ameaçam com chuva e temporais. Mas a vida não é assim e tu és mais forte que eu. Sou demasiado inocente se penso que posso salvar-te do teu monstro quando nem os meus eu consigo afastar. Mas é do coração que vem toda a minha força e vontade de te tirar do buraco em que caiste e trazer-te de volta para junto dos teus amigos onde serás sempre especial e único, onde terás sempre um lugar que é só teu, onde fazes falta quer estejas bem ou mal porque o que conta não é o que trazes mas apenas a tua presença. Por favor diz-me o que posso fazer para te ajudar.

sábado, 12 de abril de 2014

Dias de sol, sonhos e certezas

São dias como o de hoje que fazem esvanecer o passado e o futuro. Dias quentes, com uma suave brisa que acaricia, com esperança suspensa no ar, com uma luminosidade que apaga a escuridão associada à dúvida e à incerteza. São dias como este que me fazem feliz, porque só há o hoje, o agora, o já, e neste preciso momento só posso sorrir. Sorrio sob o calor do sol, num momento de pausa, envolta em calma de um dia de Primavera, acompanhada pelas ínfimas possibilidades que possam advir do logo, contemplando o mar no horizonte, sentada numa esplanada aromatizada a café. Solto um sorriso puro e pleno. Inspiro e revelo a vontade imensa que tenho gravada em mim de ser mais do que sou, de ter mais do que tenho e de viver mais do que vivi até hoje. E quero um cabelo cor de fogo para combinar com a minha alma que consome tudo com um ardor desmedido. Quero ter a liberdade de um pássaro para poder voar para onde houver calor e conhecer o mundo, e dar ao mundo o prazer de me conhecer. Quero ter musica a acompanhar-me como banda sonora da minha vida. Quero descalçar-me, soltar o cabelo e ir para onde me apetecer sem ter de pensar em horários e responsabilidades. Quero esquecer o ontem e não ter de me preocupar com o amanhã. Quero que o meu sorriso seja a capa ilustrativa da minha forma de ser e estar. Quero perder a ânsia e conseguir apreciar o meu agora. Hoje é um dia destes, um dia de certezas que emanam de mim à medida que o sol é absorvido e que faço a fotossíntese tal qual girassol. O beijo do sol que me doura a pele reassegura-me de que é possível ser feliz de forma total e completa. Inspiro a tranquilidade que o mar expira e solto o suspiro que me vem da alma, carregado de saudades de tudo: tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que me dão. E envolta nesta sensação tão familiar de sonho de verão penso neles. Quero partilhar-me com quem me mereça e compreenda a minha complexidade estonteante. Quero encontrar-me nos olhos de alguém que realmente me vê. Quero planear um futuro com aqueles que não conseguem imaginar as suas vidas sem mim. Sem mencionar nomes reconheço-os como me reconheço a mim, com todas as suas virtudes e defeitos, e é assim que os amo. É nos meus amigos incondicionais que encontro a esperança de um final feliz, quando me mostram um mundo novo onde há um lugar especial que é só para mim e mais ninguém. A eles eu dou tudo o que é meu e ajudo-os a completarem-se tal como eles me completam e me preenchem o vazio que tenho na alma desde que me conheço, que sempre me deu uma sensação de profundidade imensurável e fez de mim mais do que eu sou, fui ou serei. Mostro-lhes as minhas cicatrizes das quais tanto me orgulho mas também as lágrimas derramadas que guardo na minha caixinha de veludo. Mostro a minha essência sedutora com notas de alegria, de loucura e de bolor. Mostro o meu lado bom, o meu lado maravilhoso, o meu lado mau e o meu lado péssimo, e tenho uma certeza inexplicável que vão aceita-los a todos como facetas de alguém que amam independentemente de tudo. Neste dia de sol, encontro a felicidade e guardo-a como o maior tesouro que alguma vez terei.

domingo, 9 de março de 2014

Sabes onde me encontrar

Sabes onde me encontrar sob a luz das estrelas, iluminada por um sorriso com sabor a verão. Acompanhas-me para os sitios onde o passado está tão presente como o agora e onde a felicidade transpira de mim por cada poro da minha pele. Fazes-me acreditar em palavras vazias que dispersas no vento como verdades incontestáveis, como se eu fosse uma menina de 5 anos, inocente, fácil de enganar. Peço-te a verdade garantindo-te que não vou nunca deixar de ser quem sou e tu limitas-te a envolver-me em nuvens de fumo e disfarçá-las de futuro. E quando voltas para o teu mundo eu acordo gradualmente para a realidade e a racionalidade volta a instalar-se em mim.
O que quero de ti não são desculpas nem razões.
O que quero de ti não são promessas nem sonhos.
O que quero de ti não é que sejas um heroi nem uma esperança.
Quero a verdade uma única vez e não quero nada.
Viro a página e começo um novo capítulo. Nada como uma página em branco para me lembrar do quanto sou especial... Quem mais odeia a chuva mas sai para a rua quando chove para rir e dançar enquanto se molha com as lagrimas dos deuses porque sabe que é por ela que choram?! Quem mais leva um leitor de mp3 para uma disco para ouvir quando passam musicas de que não gosta porque se recusa a ouvir o que não gosta por questões de principio?! Quem mais se veste a rigor para sair à noite de forma irresistível e quando amanhece só pensa em descalçar-se e despir-se e ir dar um mergulho no mar simplesmente porque essa é uma mas melhores formas de começar o dia?! ... Havia tanta coisa a dizer sobre mim mas tu não precisas de saber. Sabes o suficiente e o suficiente chega perfeitamente. Digo-te apenas "Bom dia" e sorrio porque não te quero fora da minha vida, apenas não te quero mais como personagem principal.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"não se ama alguém que não ouve a mesma canção"

Quero-te. Muito.Tanto. Demais. Não te sei dizer quando isso aconteceu. Não foi um processo gradual típico de uma paixão.Melhor que ninguém sabes o quanto lutei contra e o quanto me opus. Mas pensei que soubesses que resistir-te era tão inútil como negar a gravidade que me mantem os pés no chão. Cada segundo te trouxe para mais perto, cada palavra me prendeu, cada olhar me seduziu... e naquela manhã em que vimos o sol espreitar por detras dos prédios fechei os olhos e sonhei com o dia em que estivesses sempre e para sempre comigo. E a música... O som que partilhamos em tantas alturas, parecia a banda sonora perfeita para um filme com final feliz.
Mas tu desapareceste. Sem uma palavra, desapareceste. Sem uma desculpa, desapareceste. Sem um porquê, desapareceste. O silêncio diz-me que talvez estivesse certa desde o inicio... nunca devia ter confiado.Mas não consigo ficar chateada... Mostraste-me que era possivel esquecer, pois hoje nem me lembro bem de quem, até à pouco, estava gravado em mim como cicatriz. E no fundo, independentemente de ter sido ou não mentira, foi bom e vou guardar todos os segundos para sempre na minha "heart-shaped box" com muito carinho. Amo-te, Verão!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Bittersweet Melodie

I can't go back, I can't go on...
I either spend days trying not to feel and end up not sleeping or cry myself to sleep everyday. I wanna give up. Don't believe there is anyone out there for me and loneliness is slowly killing me.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Um beijo


 
Tenho saudades de um beijo.
Um simples beijo na boca. 
Saudades do calor natural dos lábios de alguém nos meus lábios, do toque suave e húmido que arrepia todo o corpo como um impulso eléctrico, do sabor doce a paixão que vicia.
Não há nada como aquele momento imediatamente antes de um beijo em que nos aproximamos até estarmos a milímetros durante segundos intermináveis. 
Quero voltar a respirar o ar expirado por outra pessoa como se assim partilhasse parte da sua alma e isso nos aproximasse ainda mais que a ínfima distancia que nos separa.
Olhar nos olhos de quem nos segura bem perto e ver apenas o agora sem contexto ou cenário envolvente porque só interessa a ânsia que cresce dentro de nós.
Sentir o sangue correr pelo corpo e concentrar-se em locais anatomicamente estratégicos, pulsando e latejando a ritmos crescentes.
Sentir o toque tangente que incita o desejo de entrega tempestuosa que se inicia em gotas de chuva mas depressa é acompanhada por ventos fortes, trovoada, relâmpagos e raios, numa sensação de tormenta e coragem.
Começar com um beijo de lábios nos lábios que cola e custa separar e ir acrescentando a humidade da saliva e a carícia da língua.
Deixar fluir a vontade e intensificar o beijo aumentando a força do contacto e o ritmo dos movimentos.
Agarrar e puxar para mais perto sem medir forças como se o beijo implicasse obrigatoriamente o uso de todo o corpo, entretanto excitado por alternâncias de momentos de firmeza e de contorção.
Saudades.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

O fim do Inverno

Uma vez mais me encontro perdida na neblina de Inverno. Sozinha e sem rumo, agarro-me a tudo o que posso na esperança de que não esvaneça em fumo. Sinto tanto a falta de alguém que nunca tive e que nunca terei, dos sonhos com os quais nunca sonhei. Abandonada na escuridão liberto uma lágrima que não posso admitir a ninguém. Fecho os olhos, esqueço tudo e escolho terminar esta vida.

Pensamento do dia

Pensamento do dia
A hug