Como gostava de poder apagar a minha memória e todas as expectativas que fui criando ao longo do tempo. Depois de tantos anos de desilusões até custa acreditar que ainda não aprendi a única lição que a vida tem para me ensinar: solidão! Estou só independentemente de onde esteja, independentemente de com quem esteja. Tudo é subjectivo. Tenho amigos de verdade com quem raramente estou e pessoas que vejo regularmente que não me valorizam como mereço. E não é que não goste de mim, se não gostasse já cá não estava à muito, mas sinto-me corroida pela ausência da partilha. Quero esquecer a sensação de ter tido alguém do meu lado que quer ouvir o que tenho para dizer, quero esquecer como é ter a certeza que se precisar de um abraço ou um beijo há alguém inteiramente disponível à distância de um telefonema, quero esquecer o sabor a mar que se solta dos meus olhos quando olho à minha volta e não vejo ninguém que me reconheça.
Os dias passam, um a um, e eu esforço-me por não pensar e não sentir. Preciso de horas ao sol para preencher os vazios que mais ninguém preenche. Preciso de força para continuar, uma força que nenhum ginásio me pode dar e que não sei onde nem quando perdi.
Quero apagar o passado que tanto me dói no presente, quero separar-me de todos os que me magoaram até hoje, quero desligar o coração e deixar de sentir.
You have entered my soul... keep in mind that this is me at my truest form.
domingo, 1 de junho de 2014
Borracha mágica
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Pensamento do dia
A hug
Sem comentários:
Enviar um comentário